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o que é Projeto Luminotécnico (2)






Continua a matéria de nossa colunista convidada: a Lighting Designer Eliana Zielonka.

Na maioria das vezes a culpa recai sobre o engenheiro eletricista, como se fosse ele o responsável por quantificar/ qualificar a necessidade do cliente. Temos observado que eles tentam fazer milagres, esforçando-se para adivinhar quem vai usar aquele espaço e como.  A hora certa de se iniciar um projeto luminotécnico é após a primeira etapa da elaboração do projeto arquitetônico. Em se tratando de residências, por exemplo, é importante que se faça uma caprichada análise, que se conheça as necessidades do cliente, faixa etária das pessoas que vão viver naquele espaço, como é a vida cotidiana e social deles… Isto requer uma personalização da iluminação.
Antes de conscientizarmos do consumidor final, entretanto, é preciso conscientizar os próprios profissionais que ainda não se deram conta da importância de um projeto luminotécnico, principalmente numa era na qual a redução de consumo de energia é vital e se busca qualidade de vida, o que está diretamente ligado ao que chamamos de conforto ambiental. Um bom arquiteto de iluminação deve saber que toda nova tecnologia é bem-vinda, mas que, como tudo na vida, há de se ter bom senso. É preciso saber "ler" uma luminária. Isto mesmo!  Não é porque ela tradicionalmente era utilizada para um determinado fim, que não pode -e muitas vezes deva- ser utilizada para outros.

Eliana Zielonka é consultora em Iluminação, tem formação em Luminotecnia pela Universidade de Buenos Aires, em Lumière et Architecture pela Citée Universitaire na cidade de Lyon, curso de Luminotecnia residencial, clínica e comercial pela Universidade de Tucuman, além de ser diretora do escritório de projetos e loja Klee Iluminação, em Curitiba.   www.kleeiluminacao.com.br



Meus comentários: um puxão de orelhas para esses profissionais não antenados que não sabem ainda que a faculdade fornece uma informação “mínima”, um ponto de largada; mas que por ética o verdadeiro profissional, com maiúsculo, deve continuar A  VIDA TODA  sua formação. Uma boa faculdade deve ajudar ao estudante a criar a sua capacidade de aprender por si mesmo, de procurar sua própria informação, tanto como  a capacidade de REFLETIR sobre ela e sobre todo tipo de assuntos, nestes tempos de tanto consumismo -consumo são outros quinhentos- e futilidade. E que ainda tenha uma ética pela nossa sofrida mãe Terra e, que apareça nos seus projetos ! A segunda coisa a ensinar é como pode fazer o arquiteto para oferecer  seus serviços, significa em correto português como ele consegui clientes ! É um tipo de MKT para arquitetos. Quando o arquiteto trabalha 100% autônomo -quando é um empreendedor- a metade do tempo do escritório, deve estar dedicada a procurar encargos de arquitetura, é questão de sobrevivência, mas também de auto-estima. Deve ser muuuito corajoso e criativo nesta bela tarefa, lembremos que o arquiteto ainda tem que provar que os seus serviços são necessários, o que não tem que fazer um cirurgião, um doutor ou um engenheiro

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