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Happy hours com Wright (3)




Qual poderia ser o melhor cliente para um arquiteto ?

Talvez um cliente com muito dindin, como este Avery Coonley, um industrial de Chicago e sua esposa, Queen Ferry, ambos dois herdeiros de fortunas industriais e filantropos, com orçamento ilimitado para encomendar uma nova residência ao mestre Frank Lloyd Wright. 



Mas também é possível sim fazer boa arquitetura com pouco dinheiro, usando expertise e sensibilidade; não devemos confundir “arquitetura pobre” com a “arquitetura da pobreza”. Esta fantástica estrutura do arquiteto Kunlé Adeyemi, a escola flutuante em Makoko, Nigéria, na África, nasceu como um protótipo customizável, com possibilidade de ser replicado e com ajustes pode virar até habitação. É uma leve pirâmide de madeira e bambu de 10 m. de altura e 220 m², sobre uma base apoiada em barris de plástico. Ótima para flutuar na água e ainda resiste às ventanias fortes. Trata-se de um maravilhoso espaço de múltiplos usos, o verde térreo é aberto ao público; tem sala de aulas no segundo andar; e no terceiro um espaço para oficinas. No telhado os painéis fotovoltaicos produzem energia elétrica; os quebra-sóis favorecem  a ventilação natural. A plataforma vira um espaço de convívio para que o povo recupere sua dignidade, aí os habitantes podem-se reunir para descansar e conviver. Este belo projeto dignifica a vida do povo carente; mas não menos importante dignifica a profissão de arquiteto ! 
Finalmente, a casa Coonley junto com a casa Robie representam a maturação do estilo “prairie” do mestre, caracterizado por largos e salientes beirais, faixas horizontais de janelas com vidros coloridos, espaços interiores fluindo livremente e a mistura harmoniosa de terreno e edificação. Amanhã  vamos visitar a Robie House, apelidada de “navio de guerra”.

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