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Mostrando postagens de Janeiro, 2017

Happy hours com Wright (2)

Acreditam que nesta Avery Coonly House houve boatos de que o mestre havia desenhado até os vestidos da dona de casa, para combinar com o ambiente interior ?

Esse não é o único caso na história, lembro algum arquiteto do Art Nouveau que desenhava os vestidos da sua esposa pela mesma razão...rss  Acontece que Wright acreditava no conceito de “obra total”, assim ele desenhou a mobília e todas as características interiores da casa incluindo luminárias, tapetes e têxteis.


Wright considerava a casa Coonley entre suas obras prediletas, desenhou para eles uma residência que misturou interior e exterior, sendo vivenciada como uma vila rural bem como um lar, conforme o jeito que os pátios, os edifícios, e os jardins se ligavam; acontece que para o mestre a natureza é um tema-chave das suas prairie house.
Ps.: em 1991, o American Institute of Architects chamou a Wright de nada menos que "o maior arquiteto americano de todos os tempos”.

Happy hours com Wright (1)

Quer saber qual é uma das “prairie house” preferidas de Frank Lloyd Wright ?

Esta Avery Coonley House, que Wright descreve como seu projeto mais bem sucedido, na real é uma propriedade formada de diversas construções, construída entre 1908-12 em Riverside, um subúrbio de Chicago. Este extenso complexo de edifícios inter-relacionados, com grandes jardins desenhados pelo paisagista Jens Jensen, é um marco urbano incluído no registro nacional do patrimônio histórico dos Estados Unidos (National Historic Landmark). O prédio original com 836 m² estava construído em um lote de 4 hectares; na planta vemos a residência principal, o prédio dos estábulos, a casa do jardineiro e a dos empregados. Na térreo da residência temos os halls de entrada, sala de jogos e sala de costura. No entanto o andar superior inclui uma área pública (sala de estar e jantar), a ala dos dormitórios, a cozinha e as dependências dos empregados.

Wright: ao mestre com carinho

A música de fundo deste vídeo sobre algumas das diversas edificações de Wright é “So Long, Frank Lloyd Wright” (Até mais; F. Ll. Wright), vejam como a obra do mestre inspirou aquela dupla Simon and Garfunkel.

 “Um grande arquiteto não é feito por meio de um cérebro senão pelo jeito que ele tem cultivado e enriquecido o seu coração.”

Winslow House de Wright

Continuamos esta carinhosa homenagem ao saudoso Wright com uma coletânea das suas “prairie houses”.

Estas casas de linhas horizontais, onde o telhado parece flutuar sobre elas, começaram pela “destruição da caixa”, daí vemos com se espalham pelo lote do terreno, mas interiormente também provocam espaços interiores que fluem, vejam esta canto na Winslow House com sua lareira e sofá. Esta foi a primeira casa prairie, desenhada aos 26 anos, construída em Illinois de 1894; seu estilo inusitadamente despojado apareceu radical na época, estamos no fim do século XIX. O mestre rejeitava o estilo clássico das belas artes da época, com suas casas muito diferentes do estilo corriqueiro dos subúrbios norte-americanos, o estilo Tudor. Ele propôs uma arquitetura espartana, sem ornamento gratuito, só o proporcionado pela  expressão “honesta” dos materiais; nesta casa Winslow, ao invés de rebocada, o tijolo e o concreto são aparentes, com um friso de terracota por cima. 

Wright pegava encomendas dos mi…

Residência de Wright em Chicago

Sempre achei que as melhores casas são as que os arquitetos constroem para si mesmos...rss

Este é o caso da residência e escritório de Wright em Oak Park, um elegante subúrbio de Chicago, de 1909; com ela começa o estilo “prairie”. O Prairie Style lembra às pradarias do meio-oeste americano, onde o mestre nasceu e viveu a sua infância. Os seus traços marcantes são a ênfase nas linhas horizontais bem como as suas proporções achatadas, vejam os amplos beirais; já no interior percebemos a fluência dos diversos espaços.
Adorei o alto peitoril das janelas, protegendo a intimidade na sala de jantar.



Ps.: Para os que amam a arquitetura do saudoso Wright, a fantástica notícia é que é possível sim fazer um tour pelas suas casas em Chicago, a sugestão é comprar os ingressos com antecedência.

Frank Lloyd Wright

Os que desejam ter um primeiro contato com o mestre podem ler o livro “Frank Lloyd Wright”, de Naomi Stungo.

Interessante de ler, com muitas imagens a página inteira; talvez sirva para nos indicar como não deveria ser escrito um livro...acreditam que a escritora tem a ousadia de repetir quatro vezes coisas tais como: “quase todos os seus (os de Wright) grandes projetos apresentam falhas técnicas”. Exatamente aparece na página 10, duas vezes na 18, e mais uma na página 21. Isso até poderia ser assim, nesse caso alcançava com escrever isso só uma vez; é bom lembrar que a história das pessoas está cheia de ensaio e erro. Mas porque essa sanha contra este genial arquiteto? Só uma pessoa frustrada poderia haver escrito isto. Me perdoam o desabafo, isso fala da mediocridade de quem escreveu o livro...essas pessoas negativas que não são capazes de ver o copo meio cheio, e só conseguem ver o copo meio vazio. Com certeza o mestre será sempre saudosamente lembrado, e da escritora ninguém vai lem…

Sobre a casa de Wright (1)

No post anterior publiquei uma foto sobre a “David and Gladys Wright House” de Frank Lloyd Wright e recebi um gentil comentário...(+ trailer do filme Blade Runner)

Ainda inteligente, pois dizia que: “Esta fotografia dá mais a ideia do desenho e da arquitetura da casa. É linda e diferente!”. Concordo, mas também a planta baixa que publiquei ajuda a localizar os cômodos... onde está a cozinha ? Colada ao living junto à lareira (FP fireplace), a suíte matrimonial está no lugar mais tranquilo, na ponta da residência, com sua lareira (FP). Com certeza as duas lareiras foram construídas nos pontos mais importantes da casa: o living-room e o quarto matrimonial. Talvez até a planta possa nos ajudar a vivenciar como seria o percurso dos moradores pela rampa bem como dentro da casa; isso no tranquilo ano 1952, sem o estresse do "bento" século XXI. Amanhã vou indicar um livro sobre o mestre Frank Lloyd Wright e, talvez vamos começar uma controvérsia sobre essa publicação...


A Ennis House…

Casa de Wright quase demolida (fim)

A “David and Gladys Wright House” de Frank Lloyd Wright pertence a esse período tardio do mestre, caracterizado pelos seus desenhos em círculos e espirais.


É uma opera obra-prima de 1952 que se desenrola em espiral sobre um terreno plano, construída com o sistema de blocos de concreto criado por ele; é um antecedente do Museu Guggenheim, a espiral de Wright mais famosa. Erguida sobre o que uma vez foi um laranjal, a casa de Wright começa como uma rampa curvando-se sobre a área de estacionamento e após a piscina, continua em uma sucessão de espaços vivos que ofereçam fantásticas e mutáveis visuais das montanhas, do planalto e do Vale do Sol.

Casa de Wright quase demolida (2)

Esta residência do mestre Frank Lloyd Wright quase foi demolida por fatores econômicos, acontece que todas as arquiteturas têm duas faces.

O seu intrínseco valor como fato arquitetônico ou artístico e, o seu valor de mercado; então pode aparecer um desenvolvedor imobiliário achando que vai lucrar mais com a demolição e a construção de um novo prédio. Mas também um prédio que tenta ser preservado é um fato complexo, às vezes não é tão fácil assim contemplar os direitos do dono sobre seu edifício bem como os direitos da cidade sobre essa parte da sua memória coletiva; muitos desses prédios são considerados marcos históricos. 

O melhor seria tentar combinar ambas coisas, às vezes poderia ser um caso de reciclagem, como a Usina do Gasômetro em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil; onde funciona um Centro Cultural. No âmbito privado, o dono dum prédio tombado não pode fazer alterações arquitetônicas das fachadas; mas ele deve tirar proveito econômico do seu edifício até para conseguir pag…

Casa de Wright quase demolida (1)

Acreditam vocês que esta bela casa de Frank Lloyd Wright, quase não consegue escapar da sua demolição? 

A residência que o mestre construiu para o seu filho David e sua esposa Gladys, está localizada no subúrbio de Arcadia, na cidade de Phoenix, estado de Arizona, nos Estados Unidos. Os desenvolvedores imobiliários tinham o alvo de demolir a casa o mais rápido possível e, logo construir duas mansões de luxo no site. Mas felizmente dois homens começaram um movimento para salvá-la, e milhares os seguiram; Zach Rawling, um desenvolvedor de Las Vegas e, Alexander Malatesta. Por este ato de amor pela memória coletiva local e sua arquitetura, ambos dois receberam o Prêmio de Distinção -ainda eles não sejam arquitetos- do American Institute of Architects Arizona.






Vídeo SEBRAE # 6

Fonte:  Sebrae Sustentabilidade TV
Mais um maravilhoso vídeo do SEBRAE com dicas sobre sustentabilidade, hoje sobre Energia Eólica.


Vídeo SEBRAE # 5

Fonte: Sebrae Sustentabilidade TV
Outro sensacional vídeo do SEBRAE com dicas de sustentabilidade, hoje sobre Energia Solar.

Alegre Pavilhão na Floresta

Este delicioso pavilhão -Wetland Folly- na floresta é outra obra do prestigioso escritório neozelandês Herbst Architects. 

Recebeu o prêmio Auckland Architecture Award 2011 do New Zealand Institute of Architects. Mais uma vez vemos como apelando a materiais básicos, mas empregados com sabedoria, é possível sim atingir níveis de excelência, criando uma edificação que funciona a contento; ainda para este “simples” programa arquitetônico. Acontece que a expertise arquitetônica, a sensibilidade, é algo que não se compra na farmácia. Este gazebo é uma celebração ao espírito das férias, criando uma atmosfera ótima para cozinhar, almoçar e ter momentos de relax e retiro espiritual. Basicamente este refúgio é um mix de estrutura e pérgula, abrigada com galhos de árvores, folhas translúcidas e, estes inusitadas telas móveis. Eu gosto dos arquitetos com este veio de engenheiro, capazes de desenhar seus próprios dispositivos de iluminação e proteção solar; tal e como o mestre Rino Levi os desenha…