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África, escola de bambu



Logo da casa de bambu no Vietnã, hoje vamos ver esta escola flutuante de bambu na África. 

Em época de eleições... quem sabe se um protótipo similar possa ser construído nas comunidades que moram à beira dos rios. Esta fantástica estrutura do arquiteto Kunlé Adeyemi, nasceu como um protótipo customizável, com possibilidade de ser replicado e com ajustes pode virar até moradia. Nas suas próprias palavras: “A arquitetura precisa responder às mudanças climáticas que afetam comunidades como Makoko, em Lagos, na Nigéria”. Acontece que as populações carentes são as que mais vão sofrer as mudanças climáticas. Lagos é uma megacidade com mais de 21 milhões de habitantes, crescendo muito depressa. A desigualdade social provoca a expulsão da população carente até as zonas mais baratas, porém de risco, neste caso 100.000 pessoas estão morando nesta comunidade sobre as águas.


Esta escola é uma leve pirâmide de madeira e bambu de 10 m. de altura e 220 m², sobre uma base apoiada em barris de plástico. É ótima para flutuar na água e ainda resiste às ventanias fortes. Se trata de um maravilhoso espaço de múltiplos usos, o verde térreo é aberto ao público; sala de aulas no segundo andar; e no terceiro um espaço para oficinas. No telhado temos painéis fotovoltaicos para produzir energia elétrica;os quebra-sóis favorecem  a ventilação natural. O projeto está executado com mão de obra e materiais locais, poupando emissões à atmosfera com o transporte. A escola fica aberta ao bairro, criando hábitos de estudo nos meninos e liderança no bairro. A plataforma vira um espaço de convívio para que o povo recupere sua dignidade, aí os habitantes podem-se reunir para descansar e conviver. Este belo projeto dignifica a vida do povo carente; mas não menos importante dignifica a profissão de arquiteto ! 

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