Pular para o conteúdo principal

Hockerton Housing Project






O que acham de morar num condomínio em contato com a natureza, que permite a agricultura, criação de ovinos e galinhas, e autossuficiência em água e energia ? + vídeo da gineta paralímpica Alfonsina Maldonado.

Cá vemos aos felizardos proprietários parados no telhado da sua casa, numa pequena comunidade construída na periferia de Hockerton, Nottinghamshire, no Reino Unido. Este Hockerton Housing Project com projeto dos arquitetos Professora Brenda Vale e Dr. Robert Vale, é um conjunto de 5casas num lote de terreno de 10 hectares. Quando foi construído em 1998, com custo de USD 93.000 cada unidade, foi visto como um experimento hippy dos anos 60s, ou ainda umas casinhas para hobbits. Porém atingiu o nível 6 do Code for Sustainable Homes do governo britânico, pois se trata dum projeto zero carbono o que significa zero emissões à atmosfera durante sua construção e uso. 
As duas estratégias são primeiro minimizar as perdas térmicas no inverno; no hemisfério Norte a fachada Norte e o telhado são os pontos de maiores perdas. Isto foi solucionado com meio metro de terra no telhado e na fachada Norte, são casas semi-enterradas. Todo complementado com aberturas de duplo e triplo vidro com câmara de ar.
A outra estratégia é fazer funcionar a moradia como um enorme coletor solar, face isto foi construído uma estufa na fachada Sul-Oeste da casa, é um acolhedor canto para a leitura e o cultivo de plantas e flores. Neste verdadeiro jardim de inverno é possível coletar e armazenar o calor benéfico do sol para logo calefaccionar.  O interessante é como no inverno a calefação é por conta das estufas, os eletrodomésticos e o calor das pessoas !   Entanto o sobreaquecimento do invernadouro no verão é amenizado com muita ventilação e a colocação dum toldo por baixo o vidro. Entanto no resto da casa o telhado verde também ajuda a ter fresquinho no verão. A força neste condomínio é fornecida por um sistema de painéis fotovoltaicos de 7.65 kW, e mais dois aerogeradores de 6 kW e 5 kW. 

Postagens mais visitadas deste blog

Poço Canadense (1)

Sabiam que é possível usar o calor da terra para climatizar a casa ? Com vídeo.

Basicamente o que fazemos é introduzir ar exterior, que está a maior ou menor temperatura que a terra, mediante tubos enterrados; este ar modifica sua temperatura antes de entrar à casa. Estes tubos de fato são um trocador de calor; é um fantástico sistema de climatização natural que aproveita a temperatura do solo entre 12 a 14ºC, para temperar o ar entrante. É uma tubulação de 20 cm de diâmetro, enterrada entre 1,5 a 3 metros de profundidade; o comprimento vai de 10 até 100 metros. No verão podemos ter 36ºC no exterior e ao contato coma terra é possível injetar ar fresco a 21ºC. No entanto no inverno com 6ºC de temperatura exterior podemos ter 21ºC dentro da nossa casa. No acesso do duto de ar exterior, temos que colocar um exaustor para provocar a entrada de ar; bem como de outro exaustor no telhado para expulsar o ar contaminado do interior. O maravilhoso é que os custos de manutenção do sistema são mui…

Edifício Passivhaus em Pamplona (2)

As aberturas de alto desempenho são um ponto-chave numa edificação Passivhaus, tal e como neste Edificio Thermos, em Pamplona, na Espanha.

Para isso devem ser termicamente isolantes, estanques à passagem de ar e, ainda não ter pontes térmicas. Estas aberturas estão construídas com caixilhos certificados pelo Passive House Institute. 


O Edificio Thermos está localizado em Pamplona, cidade que ainda tem um costume bárbaro, as corridas de toros nas ruas ! Mas felizmente há movimentos de pessoas preocupadas em proibir estas corridas de toros nas ruas, bem como nas Praças de Toros. A imagem de este protesto a encontrei neste site Peta ótimo para os que somos sensíveis  pelos bichinhos. 
Outro costume que fala de barbárie no mundo atual são os foguetes !

Earthship em Portugal

Vamos ver um caso de retrofit perto da localidade de Vale de Prazeres, na Serra da Gardunha, em Portugal. Uma oficina comunitária prática, transformou um antigo edifício de pedra em ruínas, em um novo prédio Earthship, totalmente auto-sustentável.






O conceito Earthship -significa navio terrestre- foi criado pelo arquiteto Michael Reynolds, chamado de “garbage warrior”, literalmente o guerreiro dos resíduos. Mas como assim ? Acontece que as suas edificações empregam quase um 45% de materiais reutilizados como garrafas de vidro e PET, latinhas, madeira recuperada, gesso natural e pedra, peças de metal de máquinas de lavar e geladeiras, e claro o material favorito do arquiteto...os pneus. No entanto os muros são feitos com pneus fora de uso e recheados de terra compactada. Estas casas autossuficientes aplicam seis critérios de desenho como materiais de construção naturais e reciclados; energia elétrica solar e eólica; produção de alimentos; calefação e refrigeração térmica solar; coleta de…