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Cultura do Projeto Luminotécnico (2)





Na maioria das vezes a culpa recai sobre o engenheiro eletricista, como se fosse ele o responsável por quantificar/ qualificar a necessidade do cliente. Temos observado que eles tentam fazer milagres, esforçando-se para adivinhar quem vai usar aquele espaço e como.  A hora certa de se iniciar um projeto luminotécnico é após a primeira etapa da elaboração do projeto arquitetônico. Em se tratando de residências, por exemplo, é importante que se faça uma espécie de anamnese, que se conheça as necessidades do cliente, faixa etária das pessoas que vão viver naquele espaço, como é a vida cotidiana e social deles… Isto requer uma personalização da iluminação.
Antes de conscientizarmos o consumidor final, entretanto, é preciso conscientizar os próprios profissionais que ainda não se deram conta da importância de um projeto luminotécnico, principalmente numa era na qual a redução de consumo é vital e se busca qualidade de vida, o que está diretamente ligado ao que chamamos de conforto ambiental. Um bom arquiteto de iluminação deve saber que toda nova tecnologia é bem-vinda, mas que, como tudo na vida, há de se ter bom senso. É preciso saber "ler" uma luminária. Isto mesmo!  Não é porque ela tradicionalmente era utilizada para um determinado fim, que não pode -e muitas vezes deva- ser utilizada para outros.

Eliana Zielonka é consultora em Iluminação, tem formação em Luminotecnia pela Universidade de Buenos Aires, em Lumière et Architecture pela Citée Universitaire na cidade de Lyon, curso de Luminotecnia residencial, clínica e comercial pela Universidade de Tucuman, além de ser diretora do escritório de projetos e loja Klee Iluminação, em Curitiba.   www.kleeiluminacao.com.br

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