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Cultura do Projeto Luminotécnico (1)



Com muito orgulho estou apresentando a nossa colunista convidada à prestigiosa Lighting Designer curitibana Eliana Zielonka.  O conteúdo da matéria é excelente e ainda escrito sem frescuras. Vamos lá !

Cultura do Projeto Luminotécnico - ou a falta dela

Em quase treze anos de trabalho no segmento de iluminação, percebo que o projeto luminotécnico ainda é visto como um "bicho de sete cabeças" por um grande número de profissionais.  Há pouco mais de uma década estávamos limitados ao uso das velhas e boas lâmpadas incandescentes, fluorescentes, vapor de sódio, vapor de mercúrio, néon e uma ou outra coisa a mais. Mas o avanço tecnológico neste campo foi grande e, de repente, passou-se a falar em dicróicas, halógenas, PAR, multivapores metálicos, fibra ótica e -pasmem- LEDs!   "O que é isto?"  "Como usar?"  Estas são as perguntas mais comuns entre jovens arquitetos, engenheiros ou profissionais ávidos por dominarem a arte/ciência da iluminação. Entretanto, mais urgente do que responder a estas perguntas ou até mesmo antes que se conceitue um projeto luminotécnico, está a questão do "quando". QUANDO fazer um projeto luminotécnico ?  Em que etapa da obra ?   Em termos simplistas, uma construção se dá nas seguintes etapas:
a) Contratação do arquiteto
b) Elaboração do projeto arquitetônico
c) Elaboração de um projeto estrutural
d) Elaboração de um projeto hidráulico
e) Elaboração de um projeto elétrico
Na maior parte das vezes, a etapa do projeto luminotécnico é inexistente. A iluminação passa a ter alguma importância após a conclusão da obra, junto ao trabalho de ambientação e decoração.  Julgam ser projeto, a colocação de luminárias em pontos preexistentes. Pontos estes deixados por profissionais aos quais nada foi dito sobre a necessidade e uso -modus vivendi, operandi - do usuário, do morador.  Deparamo-nos com os indefectíveis dois pontos na sala de estar, um ponto na cozinha, alguns pontos -calculados pelo sistema ponto a ponto- quando é o caso de áreas consideradas técnicas e só.  Tem início aí a saga do "querer fazer o que não se pode".  Rasga-se a laje? Aumenta-se o número de interruptores?  Coloca-se ou retira-se o gesso?

Eliana Zielonka é consultora em Iluminação, tem formação em Luminotecnia pela Universidade de Buenos Aires, em Lumière et Architecture pela Citée Universitaire na cidade de Lyon, curso de Luminotecnia residencial, clínica e comercial pela Universidade de Tucuman, além de ser diretora do escritório de projetos e loja Klee Iluminação, em Curitiba.   www.kleeiluminacao.com.br

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