Pular para o conteúdo principal

Universidade no deserto de Arizona (2)





Para se dar bem na luta contra o clima severo do deserto, os arquitetos empregaram um leque de estratégias que incluem o emprego de materiais idôneos para o clima; os edifícios têm estrutura metálica e estão protegidos por diversos dispositivos exteriores para barrar o sol antes que entre, tal e como diversos tipos de brises, treliças de malha de arame e chapa perfurada. Outro segredo foi a equalização do layout arquitetônico, significa dispor as instalações para favorecer a ventilação natural como vemos na imagem. Também o desenho de ruas para fornecer sombra, aí os arquitetos pegaram inspiração nas ruas estreitas de Marrakesh, ladeadas por edifícios altos que mantêm os pedestres na sombra. 
Mas claro que a ventilação natural não é suficiente, foi preciso procurar o apoio de equipamentos de ar-condicionado, a premissa de desenho foi como diminuir a carga do ar-condicionado sem perder conforto. Face isso foram instalados 11 eficientes unidades de manipuladores de ar com volume de ar variável que funcionam com água gelada.



O campus do politécnico está composto por uma mistura de cinco prédios, quatro pátios com verde e passarelas pedonais, com reaproveitamento de dos prédios da antiga base aérea. Compreende salas de aulas e laboratórios para 10.000 estudantes. Todo comunicado por estreitas ruas e passarelas pedonais; vejam estas duas alunas batendo tranquilamente um papo protegidas do calor do deserto. O prédio atingiu a certificação LEED Gold, com coisas tão interessantes como o reaproveitamento de 3.500 toneladas de asfalto, bem como o concreto das antigas trilhas da base aérea; todo esse material de demolição foi logo moído. Ainda foi reciclado o 91% dos resíduos na etapa de construção do campus. Quem sabe se este projeto no deserto de Arizona poderia servir de inspiração para um complexo de prédios de educação no Nordeste...

Postagens mais visitadas deste blog

Poço Canadense (1)

Sabiam que é possível usar o calor da terra para climatizar a casa ? Com vídeo.

Basicamente o que fazemos é introduzir ar exterior, que está a maior ou menor temperatura que a terra, mediante tubos enterrados; este ar modifica sua temperatura antes de entrar à casa. Estes tubos de fato são um trocador de calor; é um fantástico sistema de climatização natural que aproveita a temperatura do solo entre 12 a 14ºC, para temperar o ar entrante. É uma tubulação de 20 cm de diâmetro, enterrada entre 1,5 a 3 metros de profundidade; o comprimento vai de 10 até 100 metros. No verão podemos ter 36ºC no exterior e ao contato coma terra é possível injetar ar fresco a 21ºC. No entanto no inverno com 6ºC de temperatura exterior podemos ter 21ºC dentro da nossa casa. No acesso do duto de ar exterior, temos que colocar um exaustor para provocar a entrada de ar; bem como de outro exaustor no telhado para expulsar o ar contaminado do interior. O maravilhoso é que os custos de manutenção do sistema são mui…

LAREIRA ACONCHEGANTE 2

Pois é, esta bela lareira pode deixar fugir até o 70% do seu calor pela chaminé, mas agora vem o pior...este calor que sobe arrasta o calor dos cômodos e contribui a esfriar a casa ! Por sinal eu trabalhei diversos anos com calefação.


Mas, será que a lareira a lenha não é um bom sistema de calefação? Ou que talvez existam no mercado outras lareiras...de alta performance?

Melbourne, prédio de madeira

Que colorido apartamento !  Só tem um detalhe... ao invés de ter estrutura de concreto armado ou ainda de aço, como é corriqueiro, tem estrutura de madeira !! Mas de uma madeira especial, se trata de madeira laminada cruzada CLT cross-laminated timber.  Foi erguido com apenas 4 carpinteiros e um guindaste para posicionar e fixar os painéis CLT no lugar. O cubo de plástico preto à direita da imagem (4) é um banheiro pré-fabricado, feito em Brisbane.  Este é o prédio Forté em Melbourne, na Austrália; são 10 andares com 23 apartamentos e 32 metros de altura.
A madeira além da calidez dos seus veios aparentes é um material sustentável. Mas como assim ?  Pois a produção de uma tonelada de cimento gera 1,12 toneladas de carbono, entanto a produção de aço gera 1,5 toneladas; no processo ambos dois passam pelo forno.   É o que se denomina de energia embutida, significa a energia gasta em produzir um material ou componente construtivo. Pelo contrário as árvores produzem oxigênio e são capazes d…