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Passivhaus em Auckland (fim)





Como todas as Passivhaus são moradias estanques, é fundamental a ventilação cruzada apoiada com um sistema mecânico HRV Heat Recovery Ventilation, nosso conhecida ventilação com recuperação de calor. Com isto é possível controlar de forma eficiente a temperatura interior do edifício. O vemos no canto direito da imagem 2; bem como o super-solamento térmico -cor laranja- no pavimento térreo e o mais grosso no telhado. Ainda na casa, parte da energia elétrica é gerada por um sistema de painéis fotovoltaicos instalados no telhado. 
E no Brasil ? Pois o selo Procel Edifica pontua para a certificação os três maiores consumidores de energia numa edificação; a envoltória exterior, o ar-condicionado, e a iluminação artificial. Todos estes itens são contemplados no padrão alemão Passivhaus.
Agora a cereja do bolo...a pergunta fundamental, quanto mais dinheiro custou a construção desta fantástica casa ?
O estimado é que o custo final desta Passivhaus foi de 10-20 % mais caro do que uma construção convencional, mas ela vai consumir entre 75 a 90 % menos energia em operação. Claro que vale a pena ! Com absoluta certeza, conforme o preço da energia, em X anos o sobre-custo vai ser absorvido com a poupança obtida.

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O desenho é balizado por seis critérios de desenho conforme a imagem acima: materiais de construção naturais e reciclados; energia elétrica solar e eólica; produção de alimentos; calefação e refrigeração geotérmica e solar; coleta das águas de chuva; tratamento do esgoto. Michael Reynolds vai ministrar seu curso teórico-prático construindo a segunda escola sustentável de América Latina em Mar Chiquita, província de Buenos Aires, acima o link de contato.

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