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Flow House (1)




Para provar que Cradle to Cradle é um assunto sério, não uma utopia, temos o exemplo do arquiteto William Mc Donough co-autor do livro Cradle to Cradle.  Não gosto da palavra “utopia” e sim de “sangue, suor e lágrimas”. Ele começou a liderar em 2009 com seu exemplo, desenhando a Flow House -imagem 3- a primeira duma série de casas duplex 100% Cradle to Cradle. Significa que todos os materiais empregados na construção da casa, no fim da sua vida útil, podem ser reciclados ou devolvidos à natureza. Os duplex fazen parte da revitalização urbana numa área da cidade de New Orleans, o bairro Lower 9th Ward, devastado durante o furacão Katrina. Vejam como as novas casas são erguidas elevadas 80 cm do solo em previsão de alagamentos. Ainda na Flow House o arquiteto resgata a função social da arquitetura na reconstrução urbana de New Orleans. 
Mas as bondades deste fantástico projeto não terminam por cá, ao invés do que comumente acontece quando as pessoas compram casas, elas compram um produto já feito, sem nenhuma instância de consulta sobre o que desejar o comprador. Porém no desenho de muitos produtos há uma tendência à customização deles. Óbvio é dizer que as edificações deveriam ser desenhadas para o cliente; pior ainda parece que muitas vezes as arquiteturas são desenhadas para a vaidade do arquiteto projetista. A culpa seria das faculdades de arquitetura por formar “esse” tipo de arquitetos.  Entanto as faculdades de engenharia formam engenheiros eficientes, e as de medicina doutores com Juramento de Hipócrates. 

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