Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens de Julho, 2015

Envolverde, Jornalismo & Sustentabilidade

Com muito orgulho conto para vocês que comecei a publicar neste prestigioso Portal Envolverde, Jornalismo & Sustentabilidade.   
O diretor da Envolverde é Dal Marcondes, com passagem por diversas redações da grande mídia paulista, como Agência Estado, Gazeta Mercantil, Revistas Isto É e Exame. Desde 1998 dedica-se a cobertura de temas relacionados ao meio ambiente, educação, desenvolvimento sustentável e responsabilidade socioambiental empresarial. Coordenou a cobertura de 5 Conferências Ethos, organização que o distinguiu duas vezes com o Prêmio Ethos de Jornalismo. Editor na cobertura da Rio+20 para a agência Inter Press Service. Moderador da Rede Brasileira de Jornalismo Ambiental, membro do GT de Informação Ambiental do MMA, do Anexo Brasileiro do GRI, mediador dos eventos Diálogos Capitais e do Centro de Sustentabilidade do Sebrae.

Neste link podem ler a matéria: Envolverde

Connected SMART CITIES (2)

Fonte: Connected SMART CITIES

Livro “Projeto e Cidade: Centralidades e Mobilidade Urbana” será lançado durante o Connected Smart Cities
No dia 5 de agosto, o Fórum Connected Smart Cities contará com a presença de Érika Cristine Kneib, que vai moderar o painel sobre mobilidade, passando por temas como calçadas e sinalização para pedestres, o primeiro passo na mobilidade urbana; transporte público com qualidade e eco-friendly e tecnologias interativas para a mobilidade.
Além de participar do fórum, a professora da Faculdade de Artes Visuais (FAV/UFG) também lançará seu livro “Projeto e Cidade: centralidades e mobilidade urbana”.
“Dentre os diversos elementos relacionados às cidades, sistêmicos, desafiadores e interconectados, a estruturação espacial do território e a mobilidade das pessoas neste território têm se mostrado temas de grande complexidade”, conta. Ela ressalta que este cenário aponta a necessidade de investigação da estrutura espacial urbana e sua relação com o transporte e a mo…

Connected SMART CITIES (1)

Fonte: Connected SMART CITIES

O Connected Smart Cities envolve empresas, entidades e governos em um evento que tem por missão encontrar o DNA de inovação e melhorias para cidades mais inteligentes e conectadas umas com as outras, sejam elas pequenas ou megacidades. Para atingir este objetivo, unimos empresas de serviços e tecnologia de ponta, especialistas, prefeituras e pessoas engajadas com a otimização das cidades do Brasil, buscando inspiração em soluções implantadas nas mais inteligentes cidades do mundo e trazendo novas idéias.
Missão
Promover a discussão, a troca de informações e a difusão de idéias entre governo e empresas focando atender as necessidades do cidadão consciente, visando que as cidades brasileiras possam tornar-se mais inteligentes e conectadas.
Visão
Promover o desenvolvimento das cidades de forma que nos próximos 10 anos as cidades brasileiras possam subir um degrau ou mais na escala de desenvolvimento, se aproximando dos índices dos modelos das cidades inteligentes…

Raio X da Passivhaus

Acho simplesmente maravilhoso o arquiteto começar a criar uma casa, tendo em mente o seu consumo energético, vamos ver os parâmetros de desenho da Passivhaus. O primeiro é a correta orientação solar e uma forma compacta, significa que quanto menos espalhada seja menor vão ser as perdas de calor com o exterior.O consumo com climatização -calor ou frio- como já vimos, deve ser no máximo de 15 kwh/m². No segundo quesito, os muros exteriores devem ter super-isolamento térmico; entanto as vidraçarias devem ter triplo vidro com duas câmaras de ar recheias de gás, conforme a imagem 3. 
Ainda a envoltória exterior -muros, telhado e piso- deve ser hermética, significa sem infiltrações; face isso é necessário empregar ventilação mecânica, a qual a deve ser com 75% de ar quente recuperado. A ventilação com recuperador de calor é um engenhoso sistema onde entra ar limpo e frio do exterior, se esquentando com o calor do ar viciado expulso ao exterior. Eles se juntam, mas não se misturam no equipame…

Passivhaus (2)

Mas entre uma casa convencional e uma Passivhaus existem diversos graus de aproximação, comumente não é branco ou preto, entre elas existem diversos tons de cinza, dependendo do bolso da cada um. Ainda existe uma idéia errada de ver a Arquitetura Sustentável em termos de “adicionar” materiais, equipamentos ou automações, a essa forma nascida antes da prancheta do arquiteto. Entanto a casa sustentável já nasce sustentável. A nossa Passivhaus seria uma edificação sustentável com a ênfase posto no consumo de energia, o qual deve ser o igual 15 kwh/m². O interessante é como isto vai condicionar o desenho da forma e da envoltória exterior da edificação. A envoltória compreende o sistema construtivo empregado e os materiais de muros, telhados e pisos.  Aliás o desenho vai levar em conta a correta orientação geográfica para tirar partido das horas de sol, os ventos prevalentes. Todo para atingir a maximização da iluminação e ventilação naturais; com o apoio de equipamentos complementares de …

Passivhaus (1)

Vamos fazer ao invés do que comumente se faz; que tal desenhar uma casa para a serra gaúcha, por exemplo, com seus invernos rigorosos; pensando já desde o pique que seu consumo com calefação seja no máximo de 15 kwh/m² por ano?  Em correto português, significa que a cada m² dela vai ter um consumo de energia de 15 kwh no ano todo.  As casas com estes consumos de energia em climatização, foram definidas na Alemanha com o nome de Passivhaus, a casa passiva.  O comum é os arquitetos “pôr o carro adiante dos bois”, eles partem duma forma pré-concebida, criando uma caixinha linda. O erro é começar o desenho procurando a beleza, como se o arquiteto fosse um pintor ou um escultor. Mas se estamos em presença dum arquiteto engajado na luta contra a mudança climática, ele vai desenhar primeiro casas ou prédios eficientes no uso da energia e água, com pouca manutenção, que empregam materiais reciclados, ou melhor ainda, recicláveis. A parte estética vem sozinha conforme a expertise do arquiteto,…

Porto Alegre, prédio verde (2)

Enquanto à coleta seletiva, a cada torre do Riserva Schiavon, possui abrigos internos para o armazenamento dos resíduos. A gestão de materiais e resíduos na construção do prédio obedeceu ao uso racional de insumos pelo programa Desperdício Zero, com o objetivo de reduzir perdas durante a execução dos serviços. A construção civil gera, em média, entre 150 e 200 Kg de resíduos por m² de obra construída. A meta do programa foi produzir apenas 60kg/m². A educação e a conscientização ambientais dos usuários e funcionários integram as diretrizes do Riserva Schiavon. Há orientações para a prática e gestão da coleta seletiva e um manual com informações sobre o meio ambiente e recomendações quanto ao uso racional de água e energia. 
A acessibilidade é outro item importante deste empreendimento, atende as normas para áreas comuns do condomínio e aquelas referentes aos cadeirantes e pessoas que utilizam muletas, bengalas ou andadores. 
Enquanto à planta vemos uma área intima com 4 dormitórios em s…

Porto Alegre, prédio verde (1)

Encontrei este edifício “verde” em Porto Alegre-RS, o Riserva Schiavon, um projeto imobiliário de luxo do 2011 da incorporadora Goldsztein Cyrela, com projeto do escritório Raul Pêgas Arquitetos.  Recebeu o título inédito de “Real Obra Sustentável”do Banco Real ABN AMRO, que estimula empresas de construção civil ao reduzirem os impactos ambientais apoiando a sustentabilidade.
O prédio utiliza energia solar para gerar a água quente dos apartamentos e piscina coberta; ainda tem o apoio de caldeira a gás. Cada apê tem seu próprio medidor de energia. O telhado verde -empresa Ecotelhado- nas coberturas da gourmeteria, passarelas entre as torres e da guarita, tem poder de isolação térmica tanto no inverno quanto no verão, diminuindo sensivelmente os gastos com energia para aquecimento e resfriamento dos ambientes. 
Enquanto ao uso eficiente da água há dispositivos economizadores, torneiras de jardim com fechamento automático, e sistema de detecção de vazamentos. Os jardins são irrigados com a…

Brasil quarto lugar LEED (2)

Fonte: PRNewswire

Os 10 países que compõem a lista para 2015 são geográfica e culturalmente diversificados, representando sete das 20 maiores economias do mundo por nação, de acordo com seu produto interno bruto (PIB) (China, Alemanha, Brasil, Índia, Canadá, Coréia do Sul e Turquia), bem como seis dos 11 maiores emissores de gases estufa (China, Índia, Alemanha, Coréia do Sul, Canadá e Brasil).
A análise usada para desenvolver a lista classifica os países em termos de metros quadrados brutos (GSM) e número de projetos LEED até o momento. Os espaços certificados com LEED usam menos energia, água e recursos, economizam dinheiro para as famílias, empresas e contribuintes, reduzem as emissões de carbono e criam um ambiente mais saudável para residentes, funcionários e a comunidade como um todo. Os Estados Unidos, local de nascimento do LEED, não estão incluídos nessa lista, mas continuam sendo o maior mercado do mundo para o LEED. Os EUA são a maior economia do mundo por PIB, bem como o seg…

Brasil quarto lugar LEED (1)

Fonte: PRNewswire

Brasil em quarto lugar entre 10 principais países em construções sustentáveis LEED
Brasil proporciona liderança sul-americana nos movimentos de sustentabilidade ambiental e construções sustentáveis em todo o mundo
WASHINGTON, 22 de julho de 2015 - /PRNewswire/ -- Hoje, a U.S. Green Building Council (USGBC) anunciou que o Brasil está em quarto lugar na lista dos 10 principais países para a certificação LEED, o sistema de classificação de construções sustentáveis mais amplamente usado e reconhecido do mundo. A lista com os 10 maiores destaca países de fora dos EUA que estão fazendo esforços significativos em transformação, construção e design de edificações sustentável, ilustrando a demanda internacional cada vez mais crescente por construções sustentáveis LEED. O anúncio vem em um momento de foco internacional ampliado em mitigação de mudanças climáticas como prévia às negociações sobre o clima COP 21 das Nações Unidas, em dezembro deste ano.
"Ao manter uma sólida po…

Suíte de hotel desmontável

Será possível armar uma suíte de hotel em só 10 minutos ao ar livre? Conforme a empresa holandesa Flexotels, sim; o criador desta suíte dobrável é o CEO Hubert von Heijden. Este sistema de hotéis portáteis foi criado para desfrutar todas as mordomias dum hotel, em eventos que necessitam alojar grandes grupos de assistentes durante vários dias. Como a carreira “As 24 horas de Le Mans”. Como vemos nas imagens as habitações chegam ao local sobre um caminhão que pode levar até 10 unidades; num dia só podem-se instalar até 100 habitações. Logo com ajuda dum guindaste são armadas em 10 minutos. 
A Flexotels  equipou estes fantásticos quartos com chuveiro, aquecedor de água quente, vaso sanitário, pia. Além das instalações sanitárias contêm duas camas de molas, duas cadeiras e uma mesa, espaço de armazenamento, iluminação e eletricidade. São alugados com lençóis e toalhas. Os quartos têm ventilação natural, entanto os muros têm isolamento térmico e do barulho, e são fogo retardante. O quarto …

Pavilhão Brasil, Expo Milan 2015

O que é isto, arquitetura ou cenografia ?  Fisicamente o que temos cá é uma praça de convivência, abrigada por uma estrutura aberta de aço. Todo possível por uma estrutura reticular tracionada que convida os visitantes a subir e experimentar a estrutura desde diferentes perspectivas, numa caminhada entre diversas espécies de plantas cultivadas no Brasil. Ainda com uma rampa para fornecer uma transição suave do exterior para o interior. 
Mas também este desenho é uma experiência sensorial numa mistura de lazer e alta tecnologia, que incentiva a interação do público. Este edifício temporário é o Pavilhão de Brasil na Expo Milão 2015 do arquiteto Arthur Casas, em parceria com o escritório Marko Brajovic e o escritório italiano Mosae. Para os que desejem visitar vai estar aberto até o 31 de outubro. O layout do pavilhão cria diversos espaços desenvolvidos pelo atelier Marko Brajovic dedicados a quatro temas fundamentais: sabedoria natural, império de cores, poder humano e fusão criativa. E…

Energia Fotovoltaica Alemã (2)

A menor unidade dos painéis fotovoltaicos orgânicos é a célula solar; conforme a imagem 3, quando a luz do sol atinge a célula solar, são liberados elétrons que passam através de um semi-condutor à base de carbono, gerando assim uma corrente elétrica. Estes painéis fotovoltaicos são fabricados por um processo de impressão eficiente e rentável. As vantagens destes sistemas são liberdade de design, forma e material como vemos nas imagens. Estes sistemas fotovoltaicos flexíveis de série "Solarte 'apresentar novas possibilidades para a integração de componentes energeticamente ativos em arquitetura e design de produto. Por exemplo, na produção de energia para objetos de iluminação, acessórios transparentes e coloridos para esporte, lazer e moda.
As principais desvantagens associadas com as células fotovoltaicas orgânicas são a baixa eficiência, baixa estabilidade e resistência em comparação com as células fotovoltaicas inorgânicos. Porém células solares orgânicas são potencialment…

Energia Fotovoltaica Alemã (1)

O que vocês acham destas fantásticas “árvores” ?  Pois estas estruturas semelhantes a árvores representam a vanguarda da tecnologia fotovoltaica, mas não é uma fotovoltaica comum, senão um tipo especial chamada de fotovoltaica orgânica OPV, fabricadas pela empresa Belectric OPV, uma subsidiária da alemã Belectric potência solar.
Este belo desenho dos arquitetos Schmidhuber no dia coleta a energia vinda do sol, entanto à noite estes guarda-chuvas gigantes iluminam com a energia elétrica armazenada. O que vemos nas imagens é o pavilhão Alemã na Feira Universal em Milão, o tema da Expo é “Nutrir o Planeta, Energia para Vida”. 
Ainda o desenho destes ombrelones contou com o apoio do Ministério Federal Alemão de Educação e Pesquisa, numa parceria com Carl Stahl GmbH (instalação), grupo Hager (armazenamento de energia), UI Lapp GmbH (conexões elétricas), a Merck KGaA (material de semicondutor lisicon®).
Quer saber como funcionam estas células fotovoltaicas orgânicas?

maravilhoso muro Trombe (2)

O muro Trombe se constrói sempre na fachada Norte, é o lado que recebe mais horas de sol no ano todo. Mas o interessante é que é uma velha invenção do século passado, como vemos na imagem 4, foi patenteado em 1881. Mas nos anos 60s foi totalmente desenvolvido como um elemento arquitetônico, pelo engenheiro francês Félix Trombe e arquiteto Jacques Michel. O muro esquenta de duas formas, a imediata por este processo de termo-sifão que vimos; e ainda de maneira retardada quando começar a liberar calor por irradiação nas últimas horas da tarde. O grosso muro o podemos construir de tijolo, pedra, concreto; admite inúmeras variações como o agregado de um ventilador na parte superior para melhorar sua eficiência. Também o emprego de janelas, como vemos na imagem 2.  Na imagem 1 temos estes belos barris azuis cheios de água, a qual tem uma grande capacidade de armazenar calor, para poder logo usá-lo na calefação de nossa casa. 
Como vemos na imagem 3, o nosso fantástico muro Trombe ainda é cap…

maravilhoso muro Trombe (1)

Vamos ver um sistema de calefação passivo e barato, o maravilhoso Muro Trombe. Temos um grosso muro, por diante uma câmara de ar, finalmente por fora uma lâmina transparente de plástico ou vidro. Mas qual é o truque do seu funcionamento? 
A radiação solar de onda curta (ultravioleta) atravessa a lâmina transparente, essa energia é absorvida pelo muro o qual a re-irradia à câmara, mas agora como radiação infravermelha de onda longa que não consegui fugir pelo vidro ao exterior. O ar da câmara vai-se esquentando, logo a única coisa que pode fazer é subir, por termosifão, tal e como acontece na chaminé da sua lareira. Esse ar quente sobe e penetra à casa por pequenas aberturas que tem o muro. Mas como não podemos ter vácuo na câmara, esse ar é substituído por outro mais frio que saiu do interior dela através de aberturas inferiores. O muro deve ir pintado de preto para absorver melhor a energia solar. Na imagem 3, a cor azul é ar frio entanto a cor vermelha é ar morno.


Tomando sol (2)

Em locais geográficos com estações diferenciadas, para desfrutar da energia do sol, -luz, calefação e sua alegria- necessitamos uma planta de casa corretamente orientada conforme a rosa dos ventos. Significa ter a chance de capturar muita energia solar. Para isso a melhor planta é esta da imagem 3, com a fachada maior voltada ao Norte; isso vai permitir criar um layout da casa colocando os espaços de longa permanência nela. Conforme a imagem 4 são o living, sala de jantar, cozinha, dormitório principal.  Já na fachada Sul os espaços de serviço como escadas, hall e corredor, closets, oficina. Também na fachada Norte podemos colocar um invernadouro do tipo de jardim de inverno, para coletar e armazenar a benéfica energia do sol, como vemos na imagem 1. 
Obs. as imagens 3 e 4 correspondem ao hemisfério Norte, aí a fachada que recebe maior quantidade de energia solar é a fachada...Sul.
Amanhã vamos re-visitar o maravilhoso Muro Trombe.

Tomando sol (1)

Que prazer podemos experimentar lendo ao sol no inverno ! Até o cachorro Tin-Tin desfruta do sol, mas neste caso dentro de minha casa. Ë calefação passiva...Empregamos sistemas ativos quando utilizamos equipamentos tal e como coletores solares e caldeiras de passagem, por exemplo.  Em climas com estações diferenciadas, o negocio é deixar entrar o sol na habitação tal como neste condomínio BedZED, que vimos ontem. Mas para isso ela deve estar corretamente orientada conforme a rosa dos ventos.  Esta calefação passiva aproveita o efeito estufa. A radiação solar -onda curta- uma vez que atravessou o vidro em nossa casa, é absorvida pelo piso, muros e móveis, os quais a devolvem sob forma de onda longa ao ambiente. Esta radiação não é capaz de atravessar outra vez o vidro; ai nós podemos aproveitá-la ela para aquecer o interior.