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Norman Foster x 4 (fim)




A quarta obra do arquiteto Norman Foster é a Hearst Tower em Nova Iorque, prédio multiuso, pois além da revista “The Hearst Magazine” e outros escritórios, há uma local de fotografia, um centro de saúde, um fórum de palestras, um restaurante no andar 44, uma cafeteria (Café 57), e o teatro Joseph Urban. A torre inaugurada em 2006, tem 182 metros de altura e 46 andares, foi construída em 3 anos e custou 366 milhões de Euros. É o primeiro arranha-céu nova-iorquino a obter o Gold LEED (Liderança em Energia e Desenho Ambiental). Esta fantástica reciclagem aproveita um prédio de alvenaria de 6 andares do 1928, o qual virou um grande átrio, uma zona de uso comum ótima para encontros com amigos, chamada de “Praça Urbana”, na imagem 3. Sua climatização apela a uma laje radiante com tubos embutidos onde circula água quente ou fria. Colado às escadas há uma série de cascatinhas cuja água contribui a arrefecer o ar no verão; elas providenciam música, são a trilha sonora da praça. 
A logomarca da Hearst Tower são as suas fachadas em forma de diamante, de estrutura com diagonais de aço inox, este desenho arrojado conseguiu poupar 2.000 toneladas de aço, o 85% do material estrutural é reciclado. Com esta disposição, penetra maior quantidade de luz natural nos escritórios. Há também sensores de luz que desligam as luzes quando há suficiente luz natural, e sensores de movimento que desligam os computadores quando o escritório está vazio. Com todos estes dispositivos o arranha-céu consume 25% menos energia que outros similares do seu tipo.
Na cobertura do prédio temos um telhado verde onde se recolhe a água de chuva, a qual logo é armazenada e usada na substituição da água que evaporou do ar condicionado, na rega das plantas e árvores da avenida. Assim estamos reduzindo a quantidade de água usada direcionada á rede pública. A sustentabilidade compreende a cuidadosa escolha dos materiais, com proibição de acabamentos e colantes que emitam VOCs, compostos orgânicos voláteis.

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