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Norman Foster x 4 (3)





Gostariam almoçar a 180 metros de altura olhando a cidade, no centro financeiro de Londres? O sonho é possível neste prédio de 40 andares, obra do Norman Foster, conhecido pelos londrinos como "the Gherkin", o pepino. A salientar que a forma inusitada deste Swiss Re não é uma fútil vaidade de artista, muito pelo contrário obedece ao propósito de criar uma megatorre sustentável, sua forma vem da necessidade de poupar energia tanto como de reduzir os impactos do vento, toda vez que é um prédio muito alto. O comum em edifícios existentes ou novos é usar a automação para equalizar os consumos de energia e iluminação; mas também é possível criar um prédio inteligente usando para isso o mesmo desenho! E logo agregar estas automações. Este é o caso do nosso audacioso “pepino” hoje um ícone de Londres, ganhador em 2004 do prêmio Stirling do Royal Institute of British Architects; ele usa a metade de energia que uma torre similar do mesmo porte e uso.
No pavimento 40 temos um bar que oferece uma visão de 360º da cidade, no 39 restaurantes; entanto a planta tem seis blocos retangulares de escritórios, entre eles seis áreas de serviço em forma triangular. Na realidade elas são seis átrios que percorrem em espiral o interior da torre, são as listras escuras que vemos nas fachadas, colaboram na iluminação e ventilação naturais. Estes átrios usam a climatização solar passiva, tirando o ar quente do prédio no verão e o esquentando no inverno. A planta circular da torre estimulou a criação de áreas abertas ao público com árvores e muros, integrando assim o espaço público e privado, numa praça de convivência.  Na imagem, vemos à esquerda ao Norman Foster, arquiteto e Sir da Coroa Britânica; Oscar Niemeyer; e um documentarista.

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