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Dinamarca, condomínio de casas geminadas (2)





Com a obra finalizada, foram feitas medições do comportamento energético das fachadas solares e dos muros armazenadores de calor; em dois sobrados, Ainda estes sistemas tenham maiores custos iniciais de construção ao respeito dos sistemas convencionais, estes sobre-custos ficam compensados com uma poupança em calefação de 115-125 kWh/m² por ano. O custo do kWh no ano 2000 em Dinamarca era de 06 centavos de Euro. O custo da fachada solar Sul é 7% maior ao duma fachada convencional de vidro. Entanto o muro armazenador de calor é 45% maior ao respeito dum muro convencional de tijolo. 
Estas casas passivas –passivhaus- seriam ótimas para o frio da serra gaúcha, com adaptações ao seu clima local. Os habitantes com ascendência européia, já acreditam na poupança energética com a calefação, no inverno. Uma coisa muito interessante é como poderiam surgir estes condomínios de casas, talvez numa turma de amigos ou numa comunidade indo a falar com um arquiteto ou uma incorporadora. Pois muitas vezes as incorporadoras estão focadas em obter um produto confortável, mas gastando pouco dinheiro na sua construção. Já o cara que compra uma casa passiva, pode concordar em pagar um percentual “x” maior, se sabe que o vai amortizar com as poupanças atingidas com a calefação. Ao final ele vai ganhar qualidade de vida; já vimos como é possível desenhar bonitinhas casas passivas. E ainda temos as possíveis isenções impositivas das Prefeituras para a construção ou da Caixa Econômica Federal para a compra. 
Na imagem 4, temos os custos de edificações certificadas LEED nos Estados Unidos; o custo duma LEED frente a uma construção convencional é 1 até 2 % maior, mas com uma poupança anual em energia de 25% (usd 2.250 vs 3.000). Se dividimos esse montante correspondente ao 2% entre a poupança anual de 25%, temos o temos o período de amortização. 

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