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INDONÉSIA, resort nas falésias (2)





Nesta região de Uluwatu com sua longa estação seca o uso eficiente da água é fundamental, neste oásis a fonte principal de abastecimento é um abrangente sistema de coleta de águas pluviais em reservatórios subterrâneos, os quais fazem possível também que a água se infiltre no solo. Também há um extenso sistema de reúso de águas cinza, para abastecer a descarga dos vasos sanitários e a irrigação. Mas esta maravilha toda não termina cá, sendo que o esgoto recebe tratamento, o esgoto tratado junto com a água de chuva abastece o sistema de águas cinza. Mas o importante é que tudo isto é certificado, significa que você tem que provar e comprovar como funciona, neste caso o sistema do uso eficiente da água excede os 21 padrões da Green Globe, um programa de certificação global para as indústrias de viagens e turismo com práticas sustentáveis. Basicamente as empresas certificadas poupam água e energia, além de outros cuidados com o meio ambiente. Entanto no Brasil existe a Norma NBR 15.401 de gestão da sustentabilidade para meios de hospedagem.  Os arquitetos e paisagistas fizeram uma pesquisa para identificar as espécies nativas de plantas e suas características para serem usadas no paisagismo do resort. O emprego de espécies resistentes à seca requer mínimos cuidados; na imagem 1 vemos os telhados das villas com pedra-pomes e plantas nativas.
Uma das primeiras estratégias de sustentabilidade deste eco-resort Alila Villas Uluwatu foi o uso de materiais de construção locais, isso poupa deslocamentos e emissões de gases efeito estufa.  Também é fonte de trabalho para a população empobrecida da região; com importante participação dos artesãos de Bali e da vizinha ilha de Java. Fundamental porque casa bem os valores culturais de Bali com o desenho arquitetônico moderno. Outra característica sustentável tem a ver com o sistema energético do eco-resort, usa geradores a biodiesel que empregam resíduos orgânicos, e ainda tem o apoio da energia dos parques eólicos da península.

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