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Universidade Petrobras (2)




As fachadas ventiladas do prédio da Universidade Petrobras, levam vidros especiais de controle solar baixo-emissivo (Low-E), essenciais para o conforto térmico e aproveitamento da iluminação natural; junto com a clarabóia de 900 m² sobre o átrio central. Estas soluções da fachada e iluminação natural foram reconhecidas e publicadas pelas ASHRAE, devido à alta eficiência energética atingida. Também foi o estudado a interação entre o calor recebido pelo vidro e a refrigeração artificial, o que determinou a distribuição das saídas do ar-condicionado dispostas em todo o piso do edifício; ao invés do teto como comumente se faz. Acontece que os dutos de ar instalados no alto, lançam o ar tratado a alturas onde não há ocupação de pessoas, produzindo o desperdício de energia. Entanto o edifício Universidade Petrobras mantém o ar refrigerado a uma altura máxima de 2 m, considerada a zona de conforto térmico para o ser humano. O sistema é automático, detecta o calor e manda mais ar se for necessário. O prédio funciona como uma "caixa vedada", evitando a entrada de ar não tratado por um sistema interno de pressão positiva, com ar filtrado e desumidificado. Todas as entradas do prédio possuem barreiras progressivas de tapetes especiais, que ajudam a reter a sujeira dos sapatos e preservar uma melhor qualidade do ar. 
O consumo de água tem uma redução de até 50%, com o sistema de reúso das águas pluviais e de condensação do ar-condicionado; esta água é usada na descarga sanitária, irrigação de jardins, lavagens. O edifício se comparado com um prédio convencional e de similar porte e uso, consume 30% menos de energia, com uma redução de 35% na emissão de CO². Ainda temos 75% menos resíduos gerados no canteiro de obra e menos 40% em custos de condomínio e manutenção. 

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