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Rio de Janeiro, o maravilhoso MIS (2)




O projeto arquitetônico do Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro é assinado pelo escritório americano Diller Scofidio + Renfro. Foi escolhido por concurso no ano 2009, com a participação de alguns dos mais renomados escritórios de arquitetura do Brasil e do mundo. Duas idéias balizaram seu desenho, a rua como local de entretenimento e como símbolo da criação popular, que representa grande parte da produção artística da cidade. O prédio é de fato uma grande avenida vertical, com suas rampas em zigzague inspiradas nas curvas do calçadão de Copacabana, como visto na imagem acima. O alvo é levar ao visitante a um passeio pelo acervo da instituição, pela cidade e o tempo. O desenho dos arquitetos é capaz de dialogar com a paisagem do entorno, democratizando a vista à praia. Quem sabe com o tempo o MIS possa virar num cartão-postal do Rio. Achei interessante como enxergando as fachadas, vemos que se trata duma arquitetura sincera, pois de pique percebemos os diversos percursos, não é uma caixa misteriosa. Mas a idéia do museu como percurso artístico não é nova na arquitetura, já foi usada pelo genial Frank Lloyd Wright no seu Guggenheim Museum em Nova York, neste caso trata-se duma espiral, como vemos na imagem 3.
Este maravilhoso Museu com investimentos de R$ 100 milhões é uma parceria da Secretaria de Estado da Cultura do Rio de Janeiro, da Fundação Roberto Marinho e do Ministério da Cultura, e ainda conta com o patrocínio de diversas empresas privadas. No Rio o escritório do arquiteto Luiz Eduardo Índio da Costa, é encarregado da execução da obra e da coordenação dos projetos complementares. Nos seus sete andares com quase 10.000 metros quadrados, o museu vai abrigar diversas salas de exposição; espaços para pesquisa e atividades didáticas; sala de teatro e cinema com 280 lugares; e o Museu Carmem Miranda. E ainda atividades comerciais como lojas; restaurante panorâmico; bar; boate e mirante; todo com jeitinho carioca. O novo MIS é uma edificação sustentável por isso contempla diversos quesitos como uso eficiente da água e da energia; coleta seletiva de resíduos; incentivo ao uso de transportes coletivos e alternativos; uso de 50% da madeira certificada; e controle da qualidade do ar na etapa de obra e no funcionamento do museu.

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