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Rocky Mountain Institute: bananas & neve (2)




A segunda estratégia na luta contra o frio é a coleta da energia solar, neste caso a que penetra pela estufa central de 90 m², é o tamanho dum apartamento ! Na imagem 1. Nela o ar vai-se esquentando e logo é direcionado às outras locais do prédio pelos trocadores de calor ar-ar, os quais também renovam a umidade excessiva. O sinal do ótimo funcionamento são estas bananeiras e uma moradora particular; a simpática iguana. Outra chave do prédio são seus vidrados especiais, usados pela vez primeira cá, é vidro duplo encerrando uma câmara estanca recheia com gás argônio. Os níveis de isolamento térmico são ótimos, permitindo ganhos maiores que as perdas, ainda na fachada Norte. 
Neste Rocky Mountain Institute a água quente é fornecida por um sistema de coletores solares, tem um tanque de armazenamento de 7.000 litros e o apoio duma caldeira a gás, pouco usada. Para poupar água tem vasos sanitários de só 4 litros de descarga. E ainda temos módulos fotovoltaicos que fornecem 2/5 do consumo total de energia elétrica.  O RMI aproveita o 95% da luz natural; a iluminação artificial é por conta de lâmpadas fluorescentes de baixo consumo. 
Agora a cereja do bolo: com a tecnologia disponível no 1984 os sobre-custos da construção do Rocky Mountain Institute para fazer-lho energeticamente eficiente foram só 1% adicional, foram amortizado em 10 meses. Se compararmos seu custo com o de um prédio convencional, do tipo semelhante na mesma região dos Estados Unidos, que usa lenha ou gás propano como combustível, a poupança energética (com a cotação do dólar da época) era o equivalente a um barril de petróleo diário. 

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