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Mostrando postagens de Julho, 2014

Origami Gigante ou Barraca ? (2)

Origami é a arte japonesa de dobrar papel e transformá-lo em formas e figuras decorativas. Conforme a imagem 2 o eixo deste fantástico projeto é apagar as fronteiras entre estrutura e tecido, construindo com molduras feitas de tubos plásticos e tecido elástico; as quais se podem abrir para montar o abrigo e logo fechar para desmontá-lo tal e como se faz com os origamis japoneses. Temos assim um sistema leve e fácil de transportar; mas continuam ainda as maravilhas pois estas barracas são auto-suficientes nos quesitos água quente e energia elétrica, como apreciamos na imagem 3. Estas molduras conseguem coletar a energia do sol como os painéis fotovoltaicos e produzir corrente elétrica, têm um inversor que transforma a corrente continua em corrente alternada para poder ser usada, e ainda uma bateria (locada no centro do chão) para armazenar a energia elétrica. Ainda há outras molduras capazes de coletar a energia do sol, tal e como faz um painel solar para fornecer água quente para cozi…

Origami Gigante ou Barraca ? (1)

Nesta época de mudanças climáticas e acidentes naturais, com povos fugindo das guerras há populações desabrigadas e obrigadas a se deslocar; para alojar essa gente a Organização das Nações Unidas monta acampamentos temporais formados por muitas barracas. Conforme a ONU há 42,5 milhões de refugiados no mundo; é a população da Argentina, a cifra é assustadora !  O assunto é mobilidade, toda vez que se trata de alojamentos temporais, até que -se todo dá certo- as pessoas possam voltar ao seu lar; mas o assunto é como fornecer uma moradia transitória com dignidade, fácil de erguer e logo desmontar, que ainda seja reutilizável. Isto é um desafio e tanto. A arquiteta canadense-jordaniana Abeer Seikaly desenvolveu o projeto Weaving a Home (Tecendo uma casa) um dos ganhadores do premio Lexus Design 2013 organizado pelo site Designboom. Conforme a arquiteta: “Em geral, os abrigos são complicados de erguer e pouco adaptáveis aos variados tamanhos dos grupos, além de carecer dos confortos básico…

Reciclando Têxtil na França (2)

Desde o pique o alvo fundamental dos arquitetos projetistas do condomínio Cité Manifeste, foi atingir uma moradia de qualidade com esta habitação social, ainda com o enxuto orçamento disponível. Com grana abundante em princípio pareceria bem mais fácil conseguir isto; mas o diferencial dos bons arquitetos é isso, com poucos recursos atingir patamares de excelência; mas isso não o consegui qualquer um...Estes arquitetos Anne Lacaton & Jean-Philippe Vassal são conhecidos pelo estilo minimalista e até rústico que desenvolvem.  Eles criaram uma “simples, eficiente e econômica envoltória exterior e estrutura, que nos permitiu definir um volume e área de piso máxima, com surpreendentes e contrastados espaços.” O térreo do prédio é construído com concreto armado e pé direito maior a 3 metros, as fachadas tem grandes vidrados, os quais se podem abrir num 50%. Isto é ótimo para a ventilação cruzada pois estes apartamentos atingem toda a profundidade do prédio duma ponta à outra.  Face isso…

Reciclando Têxtil na França (1)

O que poderia se fazer com um prédio sem uso de uma antiga fábrica têxtil ? Alguns distraídos poderiam pensar em derrubá-lo. Outros talvez cogitaram que estes prédios podem virar em depósitos. Mas uns criativos arquitetos franceses acharam legal reciclar esses edifícios para transformá-los em Habitação de Interesse Social HIS. Acontece que há inúmeros estudos econômicos, demonstrando que custo-benefício sai mais barato reciclar que demolir e construir de zero. Os arquitetos são Anne Lacaton & Jean-Philippe Vassal com escritório em Paris, eles desenharam 14 sobrados do total das 61 unidades deste condomínio chamado de Cité Manifeste, localizado em Mulhouse, na Francia. No total estes sobrados têm uma área de 2.262 m² incluindo garagens e jardins de inverno, com gabarito de 102 até 175 m². O custo foi de 1,05 milhões de Euros. Numa primeira olhada até pode parecer uma arquitetura industrial, mas entrando nos dúplex encontramos estes amplos jardins de inverno, aconchegantes, arejados…

fantástico Santa Fe Railyard Park & Plaza (fim)

O Santa Fe Railyard Park & Plaza é um belo parque com certeza, mas não é qualquer parque, é um parque cheio de surpresas; na imagem 1 vemos algumas atividades possíveis de realizar.  Por trás desta opera-prima está a sabedoria dum artista (e técnico), o Ken Smith e seu time de desenho. Mas, criar um parque estimulante e cheio de surpresas não é para qualquer um, os paisagistas misturaram pedra, grava, plantas e madeira para criar um ambiente estimulante e inédito. Ainda outra surpresa, um sistema de valas de irrigação de quatro séculos de antiguidade percorre o local, estes canais simbolizam a apropriação e os cuidados com o meio ambiente dos moradores. Na imagem 3 vemos os alunos da escola secundária preparando a terra dum jardim. O arquiteto diz: “No parque a água é coletada dos telhados dos vizinhos, armazenada e usada como elemento visível do desenho do parque. Um icônico reservatório de água (imagem 2) na nova praça, é o armazenador central do sistema de coleta das pluviais. …

fantástico Santa Fe Railyard Park & Plaza (2)

Santa Fe Railyard Park & Plaza é um projeto de requalificação urbana executado entre os anos 2006 e 2008, numa área de trilhos ferroviários (imagem 2) perto do centro da cidade da Santa Fe, no estado de New Mexico, nos Estados Unidos; acontece que no fim do século XIX a cidade era um entroncamento ferroviário. No total são 4,85 hectares desenvolvidos a um custo de 13 milhões de dólares. O belo parque inclui uma praça, um passeio sombreado de árvores, e “um sistema sofisticado de armazenamento de água”. Conforme o arquiteto Ken Smith o desenho se apoiou nas tradições do norte do New Mexico, mas com uma abordagem contemporânea. Ao longo dos percursos nos desenvolvemos uns abrigos para tomar assento, de madeira (imagem 3), tijolos locais, e outros materiais locais... O parque é o carro chefe deste bairro de usos mistos recentemente revitalizado, tem fortes ligações com a vizinhança e suas organizações culturais como o Museu Cultural de Santa Fe, Mercado dos Granjeiros de Santa Fe, e …

fantástico Santa Fe Railyard Park & Plaza (1)

É possível desenhar praças e parques, alguns atingem o sucesso e outros...o sucesso é quando o público “se apropria” dele, significa que o usa (imagem 2), o chega a querer, e porque o quer não o destrói, esse parque como canto urbano faz parte da sua vida, se identifica com ele...ali podemos dizer que é um parque de sucesso. Quem não lembra algum local onde ia quando criança ? Muitos deles podem ser marcos urbanos. O Jaime Lerner lembra para nós: “toda cidade tem suas referências, e há que conservá-las. Eu nasci numa casa colada à estação de trens. Não é um patrimônio da humanidade, mas para mim era uma referência, tal e como a fábrica em frente.  Ainda que estes prédios percam seu uso original, há que reutilizá-los, conservá-los pois senão perdemos as referências, o que somos nós ?”
No caso deste belo projeto de Santa Fe Railyard Park & Plaza é um desenho do Ken Smith (imagem) Mestre de Arquitetura Paisagista junto com a artista Mary Miss, e o arquiteto Frederic Schwartz. Este res…

Ecoturismo no Vigilius Mountain (fim)

Com certeza que se trata dum prédio sustentável, estes brises de madeira ajustáveis permitem a entrada controlada da iluminação natural, contribuindo a poupar energia com iluminação artificial.  O arquiteto Matteo Thun conta para nós que o desenho destas novas estruturas para o resort, obedece aos princípios construtivos locais em madeira, mas com um uso inovador. Pedra, madeira, terra e vidro são os materiais empregados, aliás do uso de poucos materiais vem a beleza de algumas obras. O complexo hoteleiro está muito bem integrado com a paisagem do entorno, até com seu telhado verde coberto de vegetação.
Este Vigilius Mountain Resort aparece como um belo exemplo do potencial presente e futuro do ecoturismo, baseado numa arquitetura responsável no meio de paisagens espetaculares. Mas tem uma coisa que vai mais além da responsabilidade dos arquitetos, na real o que tem o poder de decisão nos projetos é o investidor...da sua responsabilidade para com o meio ambiente, dos cuidados que ele t…

Ecoturismo no Vigilius Mountain (2)

O Vigilius Mountain Resort é uma pérola rara, isolado no meio das fantásticas montanhas do Tirol...lugar indicadíssimo para passear de bicicleta, fazer alpinismo, esquiar, e passar a lua de mel ! Ali não temos os “bentos” carros pois só é possível chegar nele de teleférico (imagem 3) ou a pé...Maravilhoso !!  Outros quinhentos são os carros elétricos, ou ainda os carros híbridos; ambos os dois com quase nulas emissões atmosféricas.  Acontece que o resort está localizado a uma altura de 1.500 metros como uma extensão do existente Hotel Vijilhoch, trata-se dum complexo que possui 35 quartos e 6 suítes, um centro de bem-estar e saúde, uma piscina, uma biblioteca, sala de palestras e restaurantes. 

Mas este belo prédio é realmente um “green buildinng” ?

Ecoturismo no Vigilius Mountain (1)

Que bela paisagem, meu Deus ! Este Vigilius Mountain Resort está localizado no município de Lana, no sul do Tirol, no norte da Itália. É um local ótimo para praticar ecoturismo com um estilo de vida saudável no meio da natureza; também para fazer passeios de bicicleta. Este é um projeto de 11.500 metros quadrados dos anos 2001-2003 do italianíssimo arquiteto Matteo Thun. Que ambientes aconchegantes com a calidez da madeira ao natural (3).
E que bom cuidar da saúde (1) neste espelho de água rodeado deste fantástico verde...olha as cores ! Como os diversos tipos de verdes podem mudar conforme as horas do dia e as estações do ano...adorei. 

Mas será o segredo desde acampamento saudável ?

fantástica Mont-Cenis Academy (2)

Este maravilhoso pavilhão está localizado numa área de aproximadamente 800 km² chamada de IBA Emscher Park International Building Exhibition, onde se espalham mais de cem projetos de renovação, arquitetura e paisagismo. Foi concebido desde o pique com propósitos ecológicos pelos escritórios Jourda & Perraudin Architectes, Jourda Architectes, HHS Planer + Architekten BDA. 
Face isso tem um telhado de 10.000 metros quadrados de painéis fotovoltaicos que produzem toda a energia elétrica necessária para o funcionamento. Nesta antiga área mineira de carvão também o gás metano das velhas minas é recuperado e reciclado para gerar eletricidade, a qual logo é armazenada num parque de baterias. As preocupações ecológicas do projeto, estão simbolizadas por estas colunas de madeira rústicas e a presença das plantas e da água. A arquiteta Françoise-Hélène Jourda desenhou também os móveis de madeira. 
Outra vez vemos com é possível -e desejável- que a tecnologia de ponta case bem com a natureza; …

A Terra sem Humanos

Este vídeo “A terra sem humanos” é para tomar consciência do poder destruidor do homem sobre a terra.


fantástica Mont-Cenis Academy (1)

O que se esconde dentro deste fantástico palácio erguido majestosamente à noite ? Pois este gigante pavilhão foi desenhado como um centro de treinamento de servidores públicos e abriga uma biblioteca, um centro social e comunitário, e um hotel. O nome dele é Academia e Centro Municipal de Mont-Cenis, fica na região do Ruhr, na Alemanha. No total são 11.700 metros quadrados construídos nos anos 1992-99. Ali achamos diversas metáforas arquiteturais, com referências à construção industrial e às grandes estufas. Numa visão a olho de pássaro, este pavilhão de 168 metros de comprimento está formado por tesouras industriais tipo “shed” de madeira e uma pele de vidro. 
Na imagem 3 vemos o Crystal Palace de Joseph Paxton em Londres no ano 1850. Para os fãs do futebol, acredito que no Reino Unido há uma equipe chamada também de Crystal Palace. 
Mas onde está localizado exatamente este belo “galpao” ?

O prédio que sua (fim)

Acontece que o arquiteto pegou inspiração para o prédio no tradicional princípio japonês da tela “sudare”, uma espécie de veneziana feita de fino bambu; na imagem 1. Mas tem um detalhe, neste caso ao invés do bambu temos um dispositivo que percorre toda a fachada Leste chamado de Bioskin, criado pela Sony, a dona do prédio. Mas como funciona este interessante sistema ? Este foi o primeiro edifício do seu tipo em empregar o sistema de refrigeração natural Bioskin,
constituído por uma rede de tubos cerâmicos porosos fabricados com terra. No quente verão japonês a água de chuva é coletada desde a cobertura, essa água é logo bombeada ao sistema de tubos da fachada; nas imagens 2 e 3.  A água penetra o cerâmico e evapora desde a superfície dos tubos, o qual resfria o ar ao redor deles; tal e como faz o nosso corpo. O conjunto de tubos é de fato um escudo protetor que trabalha como um sistema de brises, ele reduz a carga do CO² produzida pelo ar-condicionado dentro do edifício.

O prédio que sua (2)

O projetista do prédio Sony City Osaki foi o arquiteto Tomohiko Yamanashi do escritório Nikken Sekkei; esta é uma empresa jovem que começou suas atividades na virada do século XX com 29 arquitetos. Em 1964 foi o primeiro estúdio no Japão em começar a trabalhar com computadores, hoje o escritório tem mais de 2.500 funcionários e projetos em 40 países. Este prédio que sua tem 25 andares e 124.000 metros quadrados; acho fantástico como as diversas fachadas são diferentes. Na imagem 1 vemos a fachada Leste com seu curioso sistema de refrigeração exterior em base a tubos; já na imagem 2 temos a fachada Oeste com as escadas e os elevadores, colocados ali para barrar o sol da tarde. Na fachada Sul ainda há um sistema de painéis fotovoltaicos para produzir energia elétrica, os quais atuam como brises de proteção solar.
Agora a cereja do bolo, as brisas da baia de Tóquio ajudam a refrigerar o prédio, mas como funciona o sistema de tubos que permite que o edifício sue ? 

O prédio que sua (1)

Eu adoro este prédio Sony City Osaki, é um edifício projetado para minimizar o fenômeno urbano da ilha de calor. Mas como assim ?  Acontece que foi desenhado em forma de fina placa vertical com seus lados estreitos contra os ventos prevalentes do Sul, o que faz possível que as brisas da baia de Tóquio penetrem no prédio sem problema, assim podem arrastar ar quente dele.Conforme o arquiteto: “o prédio foi concebido como um maciço dispositivo refrigerador que trabalha de maneira similar à floresta.”
Segundo a ordem da imagem: 1-o calor radiado pelos prédios, carros e ruas aumenta a temperatura do ar, fazendo o ar quente subir acima da cidade.  2-o ar quente se espalha e se arrefece um pouco. 3-como o ar desce fora da cidade se refrigera ainda mais. 4-esse ar fresco é arrastado agora dentro da cidade pela descida da pressão nela devida à ascensão do ar quente. Mas também podemos lutar contra a ilha de calor plantando árvores como vemos na imagem, e ainda construindo telhado verdes. Vejam …

Portugal, bela passarela em Esposende (2)

O arquiteto explica para nós: “O conceito atrás da minha proposta é dar prioridade à paisagem natural, rejeitando a artificialidade do excesso de desenho e também por oposição à fartura de materiais, comumente exibidas nas recentes intervenções urbanas”. O projeto encoraja aos pedestres a tomar consciência da flora e faunas locais e a melhor conhecê-las. Acontece que o arquiteto Victor Neves já tem um romance com este belo assunto das marinhas, ele já trabalhou nos projetos de Pedra Alta e Caminha, ambos dois em Portugal. 
O maravilhoso projeto de Victor Neves é uma bela oportunidade de reflexão sobre a vida...pois esta fantástica passarela até tem um aspecto espiritual, é como fazer ioga caminhado...um espaço para estar sozinho com nós mesmos, como se fosse um retiro espiritual sobre as nossas pernas, curtindo a paisagem, cheirando o perfume do mar, ouvindo o barulhinho das ondas. No meu caso o som do mar me traz paz interior...acalma as feras..rss É altamente recomendável baixo nenhu…

Portugal, bela Passarela em Esposende (1)

Imaginam vocês fazer a nossa caminhada diária à beira do mar -do oceano Atlântico- não pelo calçadão como é corriqueiro senão por uma maravilhosa passarela suspensa na água ? Ou ainda ir de bicicleta ? Esta leve passarela está localizada em Esposende, uma pequena cidade no norte de Portugal, faz parte do projeto de requalificação urbana da Frente Ribeirinha. Tomara alguma Prefeitura litorânea do Brasil pegue inspiração neste projeto...Este projeto do 2007 consiste na reorganização duma área urbana delimitada pela ribeira, o alvo é criar uma área publica de lazer rodeada de prédios correlatos às atividades náuticas. O cliente deste projeto foi a Câmara Municipal de Esposende e o Instituto Marítimo Portuário, eles executaram 25.000 metros quadrados com um custo de 1,7 milhões de Euros.  O projeto inclui uma ciclovia com quase dois quilômetros -na cor tijolo na imagem 1- desde as Piscinas Municipais até a Rua do Farol. Como vemos é um projeto minimalista, o time do projeto foi chefiado p…