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Austrália, a descolada casa Rozak 4



A estratégia passiva de climatização é criar sombra -com beirais- e capturar os movimentos do ar para mitigar a umidade. Esta é uma casa de 200 m² formada por três pavilhões feitos com malha transparente de aço, como se fosse uma tela mosquiteira, o que segura o fluxo constante de ar, também através das frestas das madeiras do piso tipo deck. Acreditam vocês que durante as fortes tormentas típicas da região, a chuva entra na casa mas vai embora pelo deck ? As passarelas elevadas têm telhado transparente de policarbonato  que as protege da chuva e permite que a iluminação natural atinja o prédio. O arquiteto Adrian Welke salienta: “Nos trópicos menos é mais, as edificações devem ser leves e elevadas, quanto menos prédio tenhas melhor. O edifício tem que respirar e proporcionar fluxo de ar para otimizar o resfriamento.” Mas a casa e seus moradores devem estar em sintonia com o estado do tempo diário, com um ritmo mais devagar quando faz muito calor e ainda se adaptando aos ciclos de sol e chuva. Tudo bem, mas construtivamente como foi resolvida esta casa ?  A casa Rozak está pendurada num cume íngreme e rochoso como um fantástico paradoxo pois parece leve, quase frágil; entanto está exposta às condições meteorológicas extremas como ventos monções, ciclones e tormentas elétricas. Os pavilhões estão muito elevados do solo para minimizar a carga de calor e potenciar o fluxo de ar por baixo e ao redor da casa. O Mike ainda acrescenta: “na união dos três pavilhões se ergue um mirante no qual você pode subir para estar sozinho ou dormir baixo as estrelas. A torre também funciona como pára-raios pois há muitas tormentas elétricas.” Na imagem vemos a fachada Norte e ainda uma das cisternas para armazenar água.

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