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Walla Womba Guest House 1


Será que podemos construir uma casa de hóspedes numa íngreme região carente de eletricidade, água potável, e rede de esgoto ? A resposta é sim com certeza ! Os arquitetos do escritório 1+2 Architecture desenharam uma casa auto-suficiente, que respeita este entorno íngreme e rico em flora e fauna nativas, com mínimo impacto visual e características sustentáveis.
Então vamos lá, a maior parte da energia elétrica é fornecida por 6 painéis fotovoltaicos, montados num contêiner que fica numa clareira ensolarada a 30 metros da casa. Entanto as instalações de água quente e os equipamentos da cozinha usam gás de botijão. Na fachada Norte o grande beiral maximiza a entrada do sol no inverno e impede o sobreaquecimento no verão, os vidrados do piso ao teto abrem quase o 100% o que funde os limites entre o interior e o exterior, permitindo a iluminação e a ventilação naturais, aí estamos poupando energia. As áreas vidradas são de vidro duplo e orientadas à baia de Tinpot. Esta maravilhosa casa é formada por dois pavilhões unidos por um corredor central, trata-se duma construção que parece flutuar no terreno, formada por um pavimento apoiado em perfis metálicos. Nela temos duas partes diferenciadas, as áreas de convívio e as privativas, no pavilhão pequeno há 3 dormitórios, e no outro o dormitório principal e a grande sala de estar. De fato são duas casas separadas por uma porta deslizante, onde é possível a independência das duas no caso de visitas barulhentas, e permite ainda fechar o pavilhão pequeno se há carência de hóspedes e assim poupar calefação.
E como os arquitetos conseguiram driblar a falta de água ?

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