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Alemanha, Salão de Cabeleireiro 2


Ambos módulos têm uma capa de isolamento térmico de 200 milímetros, todas as portas e janelas são de vidro duplo; tudo isso garante que não haja perdas de calor no inverno. Mas também temos os ganhos solares passivos pois as caixas aproveitam o calor do sol que perpassa os vidros, na imagem vemos a fachada Sul vidrada que se abre à cobertura; a calefação ainda se completa com uma estufa a lenha de alta performance. E no verão ? No verão se abrem as aberturas das fachadas opostas para que entre a brisa, é a famosa ventilação cruzada.
O projeto é uma demonstração de como é possível ocupar com arquiteturas audaciosas alguns espaços não aproveitados nas cidades, dispensando a demolição e a ocupação dos terrenos virgens. Esta estratégia de aproveitar as coberturas nas cidades deveria ser ensinada nas faculdades de arquitetura e replicada; todo com o intuito de evitar a expansão sem controle na periferia. Esta expansão desgovernada das cidades como uma mancha de óleo é chamada de “sprawl” em inglês; acontece quando as Prefeituras não têm um Plano Diretor para planejar o crescimento da cidade. Isto é fundamental pois a expansão duma cidade obriga a maiores despesas para levar serviços de água e esgoto, eletricidade, linhas de ônibus, lojas, saúde e educação. Como acredita o arquiteto Jaime Lerner pai da Curitiba moderna, a cidade econômica é uma cidade compacta. Finalmente é um projeto respeitador das fachadas existentes agregando um traço de arquitetura moderna, numa feliz convivência de correta arquitetura dos anos 60s com a arquitetura contemporânea. É um projeto original, econômico, eficiente. A obra é uma pérola rara !

Ps. na próxima vamos conhecer uma história de amor na casa do vento, num paraíso para surfistas no Havaí.
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