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Hotel Remota na Patagônia 2



O arquiteto Germán del Sol fala que à distancia o hotel é enxergado como um “grande estábulo preto” mas com surpreendentes e refinados interiores. Os pilares, lajes e paredes interiores são de concreto. Os prédios têm fechamento exterior de painéis industriais de madeira compensada à prova d'água, cobertos por uma manta asfáltica sintética e uma capa de 25 centímetros de espessura de espuma de poliuretano, atuando como isolamento térmico.  25 centímetros de espessura ! Realmente na Patagônia faz muito frio mesmo; mas antes de decidir esta espessura com certeza foi feito o calculo do período de amortização do poliuretano, com as poupanças em calefação. Ajudam na eficiência energética o emprego de lâmpadas de baixo consumo e aberturas de duplo vidrado. Falando nisso as janelas estão desalinhadas e podem -eu diz podem- chocar à nossa visão, mas já imaginaram todas essas janelas retas que aborrecido ia ser ? E ainda, por deformação profissional, os arquitetos estamos costumados no canteiro de obra -e até indo de passeio pela rua- a olhar coisas direitas ou fora de prumo. E ainda temos o uso eficiente da água com o emprego de metais e louças sanitárias de baixo consumo. Este Hotel Remota é sustentável pelos quatro cantos, no interior temos uma mobília sem enfeites e frescuras feita por marceneiros locais, com madeira “morta” escura coletada nas terras baixas patagônicas à beira mar. Porém em contraste com a paisagem rigorosa, o interior é aconchegante, a sabedoria do arquiteto consistiu em atingi-la com meios simples. O hotel foi construído nos anos 2005-06, com uma área total de 5215 metros quadrados e com custo de 9,5 milhões de dólares.
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