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Escola sustentável em Washington, DC 2



Nas imagens podemos ver estes quebra-sóis horizontais e verticais atuantes como protetores exteriores, ao mesmo tempo em que o projeto privilegia a iluminação natural das salas de aula. Outra maneira de poupar energia com iluminação é com sensores de presença e dimmers, pois quando as salas ficam vazias a luz é desligada ou diminuída. O belo acabamento dos muros, vem de barris de cedro vermelho de fermentação; foi colocado nos muros exteriores da nova construção e no terceiro andar do prédio existente. Também é usada a ventilação natural pois as janelas são operáveis, e o pessoal é encorajado a abrir e fechar as janelas na procura do conforto.  Não é coisa menor mas isso contribui a desenvolver o sentido de responsabilidade do aluno. Acontece que nos tempos atuais onde temos pais preocupados pela sua carreira profissional ou por comprar a televisão de plasma, relaxam a educação dos seus filhos; e logo reclamam da escola !  Mas com certeza há um tipo de educação em valores que deve ser ministrada na casa. Muitos pais atuais são “filhos” daquele Dr. Spock dos anos 60s nos Estados Unidos, que pregava a liberdade total para os filhos sob pena de causar traumas psicológicos neles ! Hoje há certeza de que os filhos precisam de limites estabelecidos pelos seus pais.  Ou talvez a mensagem daquele doutor foi mal compreendida pelos pais preocupados com a educação. Na imagem vemos outra coisa maravilhosa, meninos e meninas jogando juntos ao basquete.  Numa foto duma sala de aula desta impressionante escola li este cartaz: “Não há perguntas ruins”, encorajando aos alunos a fazer as perguntas necessárias, quem de nós não experimentou timidez algumas vezes para perguntar ao professor ? Por trás de tudo isto está a filosofia do Movimento Quaker.
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