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Conhecendo Vizela, Cittaslow em Portugal (final)



Num nível individual não é mole ter a coragem de saber dizer não a maus hábitos de vida e trabalho, lembro haver lido que em algumas cidades do Mediterrâneo após a chegada do fast food, foi verificado um acréscimo da obesidade e doenças cardíacas. É necessário dizer que antes disso eles se alimentavam em base à sadia dieta mediterrânea ? E a nível da comunidade, é um trabalho de formiga atingir os consensos necessários para conseguir esta mudança cultural, pois vamos tocar interesses econômicos. Por exemplo não são permitidos alto falantes com música forte na praia ou ainda com publicidade nas ruas. A mesma coisa com a instalação desses locais de fast food (comida sucata); pois o fast food não é comida saudável. Outro tanto se você proíbe nas escolas a venda desses petiscos que as crianças adoram, mas causadores de obesidade neles; promovendo ao invés hábitos de alimentação sadia como frutas orgânicas e iogurtes. Nestes casos estamos tocando a liberdade de empresa; mas a vida em qualquer comunidade é isso, um “contrato social” pois a minha liberdade termina onde começa a do próximo. Ainda a nível individual tem que haver um respeito pelo outro, você deve desligar o celular quando está no cinema, ou até não chegar tarde e molestar ao pessoal que veio à hora certa; aliás isto é educação, mas nesta época de individualismo não todo o mundo aceita isso. Existem até sutilezas, como os britânicos que desenvolveram um papel especial para embrulhar as balas, que não faz barulho, enquanto você as come quando está no cinema ou teatro. Mas o importante é começar uma caminhada na direção das Cittaslow, ainda não seja possível de pique atingir todos os princípios delas.
Ps: na próxima vamos visitar uma casa construída numa fábrica de semi-reboques, na Espanha.
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