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Casa de montanha na Catalunha 2



Esta bela casa de montanha aproveita dois muros de uma antiga construção, são dois muros de pedra de 70 cm de espessura, os novos muros construídos de pedra também têm essa mesma espessura. Toda a pedra utilizada é do local, toda vez que a casa foi construída sobre uma parte em ruínas de um pequeno povoado medieval. Como já adivinharam estes muros são uns utilíssimos armazenadores de calor, como se fossem uma gigante garrafa térmica, só que a diferença dela estes muros vão liberando este benéfico calor na noite. Esta casa recupera o uso dos materiais empregados na parte medieval da cidade: pedra, madeira, e telha árabe; e ainda agrega a tecnologia atual, por exemplo na estrutura de vigas e pilares de aço, que aliás é aço reciclado. Vejam este cômodo em balanço, na época medieval era impossível sequer de pensar nisso. A madeira usada é proveniente de diversos tipos de pinheiros de reflorestamento; a salientar o tratamento dela onde foi dispensado o uso de sais de cobre, que são venenosas e proibidas na Suécia. Em vez disso foi usado um banho de óleo em autoclave. Por traz da madeira foi usado isolamento térmico de uma espessura importante, 12 centímetros. E para encerrar algo importante, deste canteiro de obra não saiu nenhum caminhão com resíduos, pois a construção produz muito poucos, os restos de madeira cortada foram usados nos acabamentos, e os resíduos inertes foram enterrados. O custo de construção foi de € 1.225 por m², são uns R$ 3.600.
Esta casa é sustentável pelos quatro cantos, e por falar nisso encontrei esta bela frase dos arquitetos Frutos-Sanmartin: “Queremos que a arquitetura fique só em prédios bonitos, para serem publicados em revistas e fazer famosos aos seus desenhistas ?”

Ps: amanhã vamos conhecer Vizela, Cittaslow no norte de Portugal.
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