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Rio de Janeiro, cidade maravilhosa (final)



No indicador “Água” a cidade se coloca abaixo da média, principalmente pela alta taxa de vazamentos do sistema hídrico: 58%.  E também pelo alto consumo de água potável: 301 litros por pessoa e por dia; já a média do Índice é de 264 litros. A empresa estadual de água NOVA CEDAE, calcula que o 15% da água potável é perdida por ligações ilegais; por isso está investindo USD 158 milhões no ano para suspender isto fazendo novas conexões. Na imagem acima vemos o antigo aqueduto da Carioca. O 80 % da água da cidade é fornecida pela maior estação do mundo: a ETA Guandu (imagem), a que produz 43.000 litros de água potável por segundo. Também é encorajador o fato que nas escolas do Rio, se ensina a conservação da água nos programas de estudo. No indicador ”Saneamento” a cidade se coloca na média; conforme estimativas o 83 % da população tem acesso ao serviço de esgoto. As novas estações de tratamento que estão em construção atualmente vão melhorar o desempenho da cidade. Mas a maior iniciativa verde começou em 1994, é o programa de descontaminação da Bahia de Guanabara com um custo de USD 793 milhões.  Inclui a construção de 1.248 km de coletores de esgoto, 8 estações de tratamento, e a extensão do serviço a 139.000 lares. No parâmetro “Qualidade do Ar”, Rio também se coloca na média, as principais fontes de poluição são os carros e o lixo. No quesito “Governança Ambiental” Rio se coloca muito acima da média, devido à eficiente rede de instituições municipais, e porque a cidade tem um registro de monitoração da água, ar, lixo, saneamento, uso da terra. O interessante é como Rio compromete aos seus habitantes e ONGs nos projetos ambientais, focado isto também nos Jogos Olímpicos 2016.


Ps: amanhã vamos percorrer um adorável sobrado em Santa Mônica, Califórnia.
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