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Edifício Cidade Nova no Rio de Janeiro 2




O prédio Cidade Nova tem nas suas seis fachadas vidros especiais, são vidros de controle solar baixo-emissivo (Low-E), eles foram essenciais para o aproveitamento da iluminação natural. Para isso também o prédio tem uma clarabóia de aproximadamente de 900 m² que cobre o átrio central. Uma característica interessante do prédio foi o estudo da interação entre o calor recebido pelo vidro e a refrigeração artificial, o que determinou a distribuição das saídas do ar-condicionado, dispostas ao longo de todo o piso do edifício; ao invés do teto como corriqueiramente se faz. Acontece que os dutos de ar instalados no alto, lançam o ar tratado a alturas onde não há ocupação de pessoas, o que ocasiona o desperdício de energia. Já o Edifício Cidade Nova mantém o ar refrigerado a uma altura máxima de 2 m, considerada a zona de conforto térmico para o ser humano. O sistema é automático, detecta o calor e manda mais ar se for necessário; conforme o Arq. Rezende, assim não há o risco da ação humana alterar o balanço previsto.  O prédio funciona como uma grande "caixa vedada", que evita a entrada do ar não tratado por um sistema interno através de pressão positiva, com ar filtrado e desumidificado. Todas as entradas do prédio possuem barreiras progressivas de capachos especiais, que ajudam a reter a sujeira dos sapatos e preservar uma melhor qualidade do ar.
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