Pular para o conteúdo principal

A cerâmica armada do Dieste 2




E agora a cereja do bolo, a igreja “Cristo Obrero y Nuestra Sra. de Lourdes” do Eng. Dieste; a igreja conhecida popularmente como a “Igreja de Atlântida” é uma síntese da engenharia da cerâmica armada e da poesia, adequada para o recolhimento religioso. É uma das obras mais admiradas dele no mundo todo, aparece o uso hábil de luz, essa luz, elemento inseparável das suas obras, usada como se fosse um material mais de construção tal e como fazia Le Corbusier. A luz conduz ao visitante a uma escala de transcendência pessoal, faz vívida a experiência religiosa através da iluminação escolhida. Trata-se de uma estrutura simples, no sentido de que é repetitiva, devido ao enxuto orçamento. Conforme Standford Anderson do MIT: “as inovações estruturais do Dieste também incluíram inovações excepcionais na construção como o sistema móvel de fôrmas, técnicas de aço pré-estirado, rapidez de construção.” Segundo o próprio Dieste: “meu propósito foi criar estruturas racionais e econômicas, e fui aperfeiçoando gradualmente as abóbadas que havia desenhado. O certo é que os dois objetivos -a racionalidade técnica e o valor estético- são de fato dois aspectos duma mesma atitude moral e criativa.“

Ps: uma boa notícia, em parceria com a agência de viagens e turismo Personal Operadora de Porto Alegre, estamos fazendo uma “Viagem de Arquitetos Gaúchos a Montevidéu”. A qual inclui visitas a dois prédios do Eng. Dieste, este galpão no porto e a igreja “Cristo Obrero y Nuestra Sra. de Lourdes”. Também compreende visita à Colonia do Sacramento, tombada pela UNESCO Patrimônio Histórico da Humanidade e único exemplo de arquitetura portuguesa no Uruguai. E ainda dois antigos mercados de estrutura metálica –a estrutura é beleza pura- e mais duas reciclagens de ex-fábricas que viraram condomínios residenciais.



Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

trunfos da casa Koda

Sabiam que esta fantástica microcasa, Koda House, está fabricada com alguns componentes vindos da tecnologia aeroespacial e aplicações militares? Tal e como muitas tecnologias hoje comuns. Conforme a imagem, temos painéis solares no telhado para gerar energia e dentro, uma casa inteligente com alarme, iluminação LED ajustável e controle climático. A salientar que com a profundidade do local de 4,50 metros, estamos maximizando a iluminação natural. O exterior é de concreto e o interior de madeira natural. A envoltória exterior além do vidro quádruplo tem finas paredes de concreto. Mas como assim ? 





Acontece que muros exteriores têm painéis VIP, não têm nada a ver com as socialites VIP..rss São conhecidos desde 1930, aplicados logo na industria aeroespacial e militar. O painel de isolamento a vácuo (Vacuum Insulation Panel), é composto de um núcleo hermeticamente fechado, em uma folha fina e multicamada especial. Durante o processo de fabricação todo o ar é extraído e, conforme isto os g…

Truques do Bangalô em NY

Será possível construir num terreno em declive na floresta, minimizando os trabalhos manuais no canteiro de obra, dispensando muro de arrimo, fundações importantes e o concreto bombeado ? Ainda dispondo de um enxuto orçamento e mão de obra dos proprietários, dois construtores amadores, com a ajuda de uma turma de fim-de-semana ? A expertise não se compra na farmácia, os arquitetos do escritório JacobsChang Architecture saíram vitoriosos do desafio !Esta “Half-Tree House” é uma a arquitetura levantada acima do solo que depende do suporte das árvores, todo começou com 2 sapatas de concreto ancoradas na terra -na esquerda da imagem- vejam o cabeçal preparado para receber as vigas de madeira. 



Os extremos delas ficam fixados nas árvores, com um sistema de ancoragem especial chamado Garnier Limb; uma espécie de parafuso gigante com elementos metálicos para segurar a madeira.O interessante é que este sistema patenteado permite que a árvore e a estrutura se comportem de forma independente.O t…

Cittaslow Pijao na Colômbia

Estou publicando este vídeo de Cittaslow International, sobre a cidadezinha de Pijao na Colômbia, única Cittaslow da América Latina. Um povoado cafeteiro que presta serviços a centenas de cafeicultores, numa área de riquezas naturais e biodiversidade; também uma bonita cidade com seu ritmo lento -vejam a logomarca do caracol- e moradores hospitaleiros, prestativos e ainda preocupados com ela. 





Lembremos que para aderir à rede Cittaslow International, as cidades candidatas não podem exceder os 50.000 habitantes, ainda devem se comprometer a trabalhar diferentes áreas que precisam ser certificadas por um comitê de coordenação. Eles são assuntos referentes ao meio ambiente, saneamento básico, comida local, energias renováveis, arquitetura tradicional e educação projetada para cada cidadão. Neste caso, a criadora e promotora do projeto “Cidade do bom viver” foi a Fundação Pijao Cittaslow, uma entidade sem fins lucrativos.
Quem sabe se no Brasil os moradores de alguma cidade, como Antônio Pr…