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Mostrando postagens de Março, 2011

LONDON 2012 (21)

A estrutura do telhado do Olympic Stadium é independente, pode ser desmontada ou ainda adatada a um outro estádio mais pequeño que este. A leve capa da cobertura é rolante, e claro também pode ser reusada ou reciclada após os jogos.

Mas é fantástico como também as empreteiras fizeram sua parte na redução das emissões de CO2; por exemplo no concreto foram empregados substitutos no cimento, pois este consume muita energia no forno na sua fabricação. Os agregados grossos usados no concreto (a brita) são reúso de demolição. Também a alvenaria dos muros usa uma grande percentual de materiais reciclados.

O transporte dos materiais foi feito em trem; pois o transporte por caminhão é muito contaminante e menos eficiente que o ferrocarril.

LONDON 2012 (20)

Falando em flexibilidade todo o aço do estádio é parafusado, sem solda. Aliás, no Reino Unido o 100% do aço é aço reciclado; ótimo. Muitas das facilities (lavabo, catering, loja de conveniência) são módulos independentes os quais podem ser reusados ou reciclados após os Jogos com mínimos danos.

O efeito de todas estas medidas é uma importante redução das emissões de CO2 embutidas no estádio, e também uma menor qantidade de resíduos na construção e deconstrução dele. As emissões são reducidas em até um 50% ao respeito do desenho original.

LONDON 2012 (19)

A primeira visão deste estádio foi seguir a trilha convencional de desenho, mas pensando na herança foi desenvolvido uma nova idéia sobre o prédio. Esta contem elementos temporais com duas características fundamentais: que sejam facilmente desmontáveis e reusáveis, o que se percebe nas imagens.

O estádio foi desenhado como um grande “meccano” –quando criança eu teve um destes jogos- formado por uma série de peças as quais criam assim uma estrutura flexível, que vai ter sua “deconstrução” e reúso facilitados. É interessante como a construção sustentável va introduzindo aos poucos um novo vocabulário: flexibilidade, deconstrução, reúso.

Na natureza todo são procesos contínuos e abertos como este estádio, cuja vida não termina com as Olimpíadas; os animais e vegetais mortos voltam à terra para fazer parte de novos seres vivos. Ao invés o ineficiente homen faz procesos fechados sem continuidade, criando assim residuos os quais não tem reúso.

LONDON 2012 (18)

Vamos falar do Olympic Stadium dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos, é uma obra fantástica pois seu projeto marca um antes e um após no desenho de instalações esportivas; pela vez primeira é projetado um estádio para os jogos e para o após-jogos. Isto chama-se de flexibilidade, é uma condição fundamental de toda construção sustentável.

O desafio dos projetistas foi criar dois estádios num só, para os Jogos um grande estadio de 80.000 poltronas, são um total de 25.000 bancos fixos e mais outros 55.000 a céu aberto, os quais podem-se remover quando necessário. E também um pequeño estádio multi-propósito para uso após-jogos; essa é a herança da que sempre estamos falando.

LIÇÕES do JAPÃO (6)

E até que ponto a mídia não faz a difussão da catástrofe só procurando ibope? A mesma coisa acontece com os crimes diários na televisão, é a banalização da violência. Mas agora vermos outra vez o importante papel das redes sociais na divulgação dos fatos.

Para finalizar com algo positivo, o mundo todo está revisando as condições e os protocolos de segurança das centrais nucleares, vistoriando quais são velhas ou estão obsoletas! E também o processo das novas centrais atómicas vai ser mais demorado e meticuloso.

Tomara este infeliz sucesso seja útil para que o homen tome consciência do poder destrutivo que possue, como nunca antes na sus história.

LIÇÕES do JAPÃO (5)

Este espíritu japonês vem da sua tradição milenária; me pergunto como seria a conduta do povo latino numa situação similar?

E vimos pelo contrário aos governos européios numa crise de histeria e nervos. Eu titulei no começo desta zaga de posts de “Apocalipse”; mas com mesura e otimismo preferi este outro de LIÇÕES DO JAPÃO. Acontece que sou responsável pelo que escrevo, e da minha credibilidade para com meus leitores.

Na II Guerra Mundial eram chamados de kamikazes, os pilotos japoneses que iam direito em missões suicidas contra os aviões inimigos. Já os modernos kamikazes são homens que arriscan sua vida, para tentar resfriar os reatores nucleares para ajudar aos seus conterrâneos.

E temos o assunto da “Ajuda às vítimas”, sou um pouco cético ao respeito; quanta ajuda ao Haiti chegou realmente lá? Deveriamos nós demandar transparência na administração das doações; mas isso só seria possível com auditoria e certificação, por isso hoje se certifica a RSE Responsabilidade Social Empresaria…

LIÇÕES do JAPÃO (4)

Vou compartilhar com vocês minha alegria pois a cantidade de visitas quase duplicou ontem, isso fala muito bem de vocês e do seu compromisso com o NOSSO medio ambiente!!

Mas porque estas lições do Japão?

A mídia mostrou um povo japonês maduro e corajoso, submerso numa tripla crise: terremoto, tsunami, nuclear. Um pais pequeno e superpovoado, e talvez por isso costumado a obedecer as normas do governo para lutar contra as catástrofes naturais. Também um povo ordeado e solidário, não vimos os roubos comuns que acontecem nestas situações; e sim até empresas doando garrafas de água mineral. Um povo assumindo seu destino e lutando!

Assitimos à ordem e serenidade mostrada pelo pessoal e pelo governo; este administrando a informação para melhor gerir a crise. E o Japão vai-se recuperar com certeza.

LIÇÕES do JAPÃO (3)

Onde os recursos naturais –hoje com data de validade- são predados a uma velocidade maior da que sua produção.

Do plano da organização de Londres 2012 resgato esta frase: “o consumo e a poluição variam conforme a região geográfica, mas se todos viveram como o fazemos nós no Reino Unido, seriam necessários a quantidade de recursos naturais equivalente a 3 planetas terra”. Se o homen segue com este jeito de viver não há planeta que agüente!!

Podemos usar um transporte público eficiente como o de Curitiba, ou numa família de só 4 pessoas vamos ter 4 carros?

Vamos comprar tinta Zero-VOC ainda que custa um “xis” amais para pintar nossa casa, ou vamos comprar uma pintura barata que emite COVs Componentes Orgânicos Voláteis?

LIÇÕES do JAPÃO (2)

No caso da central de Fukushima esta era a prova de ondas de até 7,00 metros de altura, só que o Tsunami teve ondas de 7,30 metros. Além disso tinha 3 sistemas de resfriamento dos reatores atómicos, os 2 primeiros falharam, e no terceiro a bateria funzionou até que as baterias se esgotaram!

Mas é razoável instalar centrais nucleares numa região geográfica exposta a riscos de Tsunamis?

E ainda há outra coisa, temos que ser sinceros: se nós queremos uma vida sustentável temos que ter atitude, trabalhar para isso! Por minha própria experiência sei que as coisas de graça não servem, não são valorizadas; tudo tem que custar um esforço ao homen.

Mas o homen está maduro para desejar realmente deter este estilo de vida tão absurdamente consumista?

LIÇÕES do JAPÃO (1)

Hoje temos 4 plantas nucleares no Japão em estado de crise! Convido a vocês a refletir sobre estes trágicos sucessos. As atuais centrais nucleares são mais seguras com certeza que as antigas de “Chernobyl” e “Three Miles Islands”.

Mas os partidários da energia nuclear a apresentam como segura e não poluidora, mas esquecem de falar dos dejetos radioactivos. Acontece que o problema dos resíduos nucleares não está resolvido!! Por exemplo há pouco a Alemanha botou lixo nuclear numa mina abandonada!!

PILHA DE HIDROGÊNIO (3)

Conforme o Building Centre Trust em uns 20 anos as pilhas de hirogênio terão muitos usos, desde o transporte urbano até a iluminação das edificações, como vemos nas imagens.

O bom deste sistema é que envez de gerar CO2 dióxido de carbono como outras fontes de energia, só gera calor e vapor de água H2O.

Na próxima vou falar do Olympic Stadium em Londres 2012.

PILHA DE HIDROGÊNIO (2)

Em cada eletrodo da pilha temos uma fina capa catalizadora de platina, a qual permite que o combustível do hidrogênio se dissocie em elétrons (carga negativa) e prótons (carga positiva).

Estes elétrons são conduzidos por um circuito externo produzindo assim a corrente elétrica. A cada pilha pode gerar 0.6 volts, os quais podem-se usar direto ou armazenar numa bateria.

PILHA DE HIDROGÊNIO (1)

Esta pilha de combustível é baseada na eletroquímica, é gás de hidrogênio misturado com oxigênio para produzir eletricidade. O hidrogênio é um gás incolor e inodoro, 14 vezes mais leve que o ar e inflamável. Combinado com outros elementos forma a água, os ácidos e hidróxidos, o petróleo, e claro toda a vida orgânica da terra.

Nós temos o combustível do hidrogênio obtido do gás natural GN, do metanol, ou do petróleo. Este vai-se combinar com o oxigênio líquido produzindo eletricidade, e também emissões de calor e vapor de água como produtos secundários.

GOLFE (3)

A palabra refere-se aos jardins secos e foi usada pela vez primeira pelo Water Department of Colorado. É uma combinação da palabra grega “xeros” (seco) e “landscaping” (paisagem).
Aplica-se às técnicas do paisajismo que usam plantas resistentes à estiagem, e que requerem pouca o nenhuma água, comunmente são espécies locais.

A idéia reitora é não cobrir todo o jardim com grama senão com estes cactos e flores selvagens, pois são espécies resistentes às flutuações do clima, à seca e a neve; além disso é necessário pouca o nenhuma manutenção.

Mas deven-se ter as mesmas precauções que com o Paspalum, não é possível plantar alegremente espécies exóticas sem levar em conta as interações com as espécies nativas.

Será possível produzir energia elétrica usando hidrogênio? A reposta no nosso próximo encontro.

GOLFE (2)

A grama Paspalum não é perfeita pois as pragas ainda são um problema não resolvido, e voltar a plantar com ela todo o camp de golfe ainda é caro. Mas a popularidade desta Paspalum vai em aumento entre os jogadores de golfe.
Mas é preciso tomar precauções, você não pode introduzir irresponsavelmente espécies de flora exóticas numa região, pois essas podem entrar em conflito com as espécies nativas; isso já aconteceu em diversas ocasiões com espécies vegetais e animais

Mas se não é o caso duma quadra de golfe e ainda desejamos usar pouca água para regar, a solução pode ser o xeriscaping.

Mas o que é o dito xeriscaping?

GOLFE (1)

Sabian vocês que na Flórida mais de 11.000 litros de água - são 11 toneladas!!- são usados para regar a grama após cada partida de golfe jogada?

E que uma média diária de 7.800 milhões de litros de água são empregados nos Estados Unidos na irrigação dos campos de golfe?

Mas a solução pode ser usar a grama Paspalum pois é tolerante às secas e pode-ser regar com água que contenha sal, até parece ótima para os campos de golfe perto do mar. O que significa que seria possível usar água de baixa qualidade e preservar assim as reservas da água doce, a sal também mata as herbas prejudiciais e reduz a necessidade de agro-tóxicos.

LONDON 2012 (17)

É claro como água de refrigeração nos chillers do Energy Centre.
As quadras de handeball e no velódromo (as duas imagens acima) vão ter sistemas de colheita da água de chuva. No Aquatic Centre (imagem abaixo) vai ser aproveitada a água usada na piscina para dar descarga dos vasos sanitários.

Uma pergunta: o que tem a ver o golfe com a água? Eu aguardo vocês.

LONDON 2012 (16)

A água não potável vai ser usada na descarga dos vasos sanitários do International Broadcast Centre (duas imagens acima) e do Main Press Centre.
Também na irrigação da grama do Estádio Olímpico (imagem abaixo) e da quadra de hóquei.

SÃO CLEMENTE

LONDON 2012 (15)

O desenho do Parque e da Vila Olímpica leva em conta os riscos de estiagem e inundações, e também há previsões da subida do nivel do mar de 6 mm por ano. Então com este projeto mais de 4.000 moradias vão se beneficiiar com a redução do risco de alagamentos. Para os britânicos a subida do nivel do mar é um dado da realidade, por isso eles têm planos de deslocar às cidades que hoje estão a beira do mar.

A carência de água -se acontecer- é levada a serio com a instalação agora de uma rede dupla de tubos de 4,2 km no Parque Olímpico; estas duas linhas vão providenciar água potável e não potável. A água potável é para se beber e tomar banho.

LONDON 2012 (14)

Conforme estatísticas a média diaria do consumo humano de água no mundo é a siguinte: o canadense 500 litros, o norteamericano e o japonês 350 litros, o européu 200 litros, o brasileiro 150 litros; o africano da região subsaariana 10 a 20 litros !!

Mas a Organização Mundial da Saúde estabelece que 110 litros de água potável por dia, são suficientes para o consumo e higiene do ser humano.

Nesse sentido o Olympic Village -as acomodações dos atletas- está sendo desenhado para um consumo de água de 105 litros contra o padrão de 160 por pessoa e por dia da cidade de Londres; o que significa uma poupança de 35% no consumo.

LONDON 2012 (13)

O gerenciamento da água como recurso é um dos mais importantes assuntos de hoje. A água potável está-se exaurindo devido a uma combinação de fatores como a mudança climática, a produação agrícola e industrial, e o crescimento da população. No caso da agricultura pelo uso de agrotóxicos e do monocultivo; já no caso da indústria pela poluição resultante.

Mas esta escassez de água não é um fenômeno só das regiões áridas. Londres e o sudeste de Inglaterra também a estão experimentando, devido ao grande consumo per cápita e à relativamente pouca chuva. Por isso no programa de Londres 2012 fala-se do “uso responsável da água” e de maximizar seu uso eficiente. Mas indo ao nosso dia-a-dia, quando você deixa uma torneira pingando, quando não consigue cozinhar sem reaproveitar a água e no preparo do almoço sempre está usando água nova, ou ainda quando emprega água potável para limpar a calçada do seu prédio; todas essas situações não são exemplos do uso responsável da água.

LONDON 2012 (12)

Com estas estratégias e outras empregadas para a redução das emissões dos gases efeito estufa, a pegada ecológica vai ser aproximadamente de 19 milhões de toneladas equivalentes de CO2, contra a original de 34 milhões de toneladas equivalentes. Estas emissões são produto da construção das instalações e da infra-estrutura, do desenvolvimento dos Jogos, e claro do deslocamento dos turistas até Londres para assistir às Olimpíadas.

Os organizadores sempre estão trabalhando focados na redução das emissões quanto possível, mas com absoluta certeça uma importante quantidade destas emissões não é possível serem poupadas.

No próximo encontro vamos começar a desvendar o assunto do uso eficiente e responsável da água nas Olimpíadas.

LONDON 2012 (11)

Também houve a opção de empregar a energia eólica; eu falo em “houve” pois li uma materia do 4 de julho do 2010 onde fala-se de que essa opção foi descartada pois o fornecedor desistiou pois ele não ia conseguir entregar o desenho antes das Olimpíadas. E não foi conseguido um outro substituto, o que significa que talvez não era um negócio tãoatrativo assim para as empresas. Além disso após um exaustivo estudo de 2 anos foi concluido que não há vento suficiente para providenciar a energia necessária para os Jogos.

Então o icone do Olympic Park “ia” a ser uma turbina eólica de 120 m de altura, pás de 40 m de comprimento, e 2 Mega-watt de potência. Essa energia eólica era para alimentar as amenities, a iluminação das ruas, e as acomodações do parque. Ia-se instalar en Eton Manor no norte do Olympic Park, com custo de Euros 2 milhões e vida útil de 20 anos.

Mas além da eólica há outras opções como a energia fotovoltaica, microgeração hidráulica e do mar, refrigeração com água subterrânea.

LONDON 2012 (10)

O centro inclui boilers que usam biomassa, são aparas de madeira (woodchip), e gás natural para gerar calor. O carro chefe do centro é a central de cogeração, o CCHP –combined cooling, heat & power- a qual vai fornecer refrigeração, aquecimento e força. Acontece que na maioria das centrais elétricas só um 35% do combustível é transformado em energia, há um subproduto que é o calor, o qual é desperdiçado pois é emitido ao meio, ambiente!! Ao invés estes CHP fornecem força e calor para diversos usos, sua eficiência é bem maior: 86%.

Há uma rede de linhas de 16 km saindo do Energy Centre para fornecer água quente doméstica, e também aquecimento para as piscinas do Acquatic Centre (nas imagens) e outras instalações.