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Mostrando postagens de Dezembro, 2010

O ALEIJADINHO (19)

É o clímax: sua planta tem curvas e contracurvas que se refletem na fachada e na nave, vemos o feliz encaixe das suas partes pela suavidade das suas linhas, tem uma elegância hârmonica. Na imagem temos uma planta aproximada da Igreja de São Francisco de Assis de Ouro Preto, é do arquiteto Juan Giuria e do ano 1934.

É uma grande obra pela sua riqueza mas é também sincera, temos temas que pertencen ao rococó e outros elementos racionais e formais que preanunzian o neo-clássico, a fachada está fora do rococó português e nos lembra a Europa Central na Alemanha, o Aleijadinho foi capaz de continuar renovando-o aquele barroco já esgotado. Com a introdução do movimento a fachada é enriquecida e deixa de ser o único local da arquitetura, o movimento é vertical e horizontal: as outras igrejas parecem pesadas, frontais demais e estáticas. Supera as soluções tradicionais com criatividade em procura de novas idéias, é uma obra de arquitetura mas também é uma obra de arte, o ornamento não a força o…

ECOURBANISMO

Os apresento este excelente livro “Ecourbanismo” do Miguel Ruano, da editora Gustavo Gili 1999.

O eco-urbanismo é o desenvolvimento de comunidades humanas sustentáveis em entornos edificados harmônicos e equilibrados. Este eco-urbanismo é o único jeito de arrumar as atividades humanas num mundo cada vez mais ameaçado e poluído; mas também é um diferencial para as cidades e regiões.

O livro apresenta sessenta casos de estudo do mundo todo, arranjados em sete apaixonantes capítulos: Mobilidade, Recursos, Participação, Comunidade, Eco-férias, Revitalização, Tele-povoados. No primeiro destes temos é claro a experiência de Curitiba. Finalmente o livro é um instrumento de refêrencia fundamental para arquitetos, urbanistas, paisagistas.




O ALEIJADINHO (18)

Assim a porta ficou muito grande em relação a largura da fachada, há algumos desajustes no ôculus pois este estaria já talhado antes de 1774, e erros de cálculo na verga da porta, foram conservados elementos da velha porta na nova. Mas o gênio criador fez uma ópera prima tirando partido destas dificuldades. Os altares foram executados em 1829 conforme o seu desenho. A pintura do forro foi feita em 1801 por Manoel da Costa Ataide, umo dos grandes artista da sua época e foi a única parte que não pertence ao Aleijadinho.

A fachada reproduz o arquetipo da Igreja Mineira: frontispicio com o triângulo, 2 torres exentas com telhado em forma de sino, o ôculus é cego pois tem uma imagem do São Francisco em êxtase talhada em pedra sabão azul, a cor do fundo é branco, as arestas estão enmarcadas por 2 colunas iónicas em pedra itacolomito cor de rosa, estas suportan 2 arquitraves quebrados, a cornija é circular: um elemento que agasalha o baixo relevo do ôculus. As torres arredondadas possuen …

O ALEIJADINHO (17)

SÃO FRANCISCO DE ASSIS de OURO PRETO

Conforme Germain Bazin entre os monumentos de occidente este é um dos mais perfeitos no sentido holístico, pois o Aleijadinho foi arquiteto, escultor e entalhador, desenhou a planta, com a sua equipe talhou a porta da fachada e os púlpitos em pedra sabão, e o altar-mor. O projeto é de 1766, mas o desenho da nova portada e do 1774 -quando a obra estaba quasi concluída- agora vai ser monumental para fazer concorrência com a da ordem rival de São Francisco de São João del Rei.

Esta concorrência era tão importante para a Orden Terceira de São Francisco, que esta não hesitou em arcar com os maiores custos da reforma: desmonte das ombreiras e vêrga do portal já feito. Na Igreja de São Francisco de São João del Rei, a porta foi desenhada desde o começo, o que não aconteceu na de Ouro Preto, onde o Aleijadinho havia desenhado uma mais simples. Tudo isso teve suas consecüências pois as janelas do coro deven-se deslocar em direção as torres para fazer espaç…

ENSINO IBP (5)

LO - Creo que el punto crítico, si usted ve algunos artículos que escribí, es que el proceso de introducción es muy largo, porque hay que desarrollar los materiales, después esto no se les puede tirar a los docentes, hay que empezar a preparar un grupo de docentes que sea especialista en proyectos y en enseñanza individualizada. Ese grupo de docentes después en forma multiplicativa tiene que empezar a pasar ese conocimiento a los grupos de docentes de las escuelas. Después de lo cual, si uno quiere hacerlo en forma masificada, puede empezar solo por el primer grado, porque al resto que ya está dentro del sistema uno no le puede aplicar esto del progreso de acuerdo con nivel. Y así sucesivamente. Es un proceso de años. Y como además requiere una suma no trivial de recursos, de inversiones en programas, en equipamiento, etcétera, es un programa que no da resultados a corto plazo. Por consiguiente, los políticos no están interesados en pagarlo, el político quiere algo cuyos resultados se…

ENSINO IBP (4)

Ese es el punto, no hay grandes inventos. Ya el rector de Harvard en 1990 decía que el pasaje en masa es el peor defecto de la escuela norteamericana y que hay que promover individualmente y no en batallones. La única diferencia es que ahora tenemos una tecnología informática que permite hacer algo que antes era imposible, porque en este método que estoy preconizando el docente no puede tener de ninguna manera una visión de qué es lo que sabe cada estudiante, porque el universo de cada estudiante es distinto. Dicho sea de paso, el docente tampoco ahora sabe lo que sabe el estudiante, pero trabaja sobre la base de que sabe lo que él enseñó, lo cual no es cierto, pero esa es su visión y sigue enseñando como si todo lo que enseñó anteriormente fuera sabido por todos los estudiantes.
EC - Me parece interesante remarcar un par de aspectos que usted mencionó, por ejemplo el hecho de que según este método el alumno que tiene mayores dificultades no se vería obligado a terminar el año de cualq…

ENSINO IBP (3)

LO - Le hago una cita de hace 2.000 años de un maestro romano que se llamaba Quintiliano: “Aquel que es hábil en la enseñanza comenzará, cuando un niño le es confiado, por determinar sus habilidades e intereses, luego de lo cual decidirá cómo debe ser guiada la mente del alumno”. Compare eso con lo que tenemos hoy en la escuela, y esto es de hace 2.000 años.
EC - Cómo se construye una alternativa a ese sistema de educación masificada. Y sobre todo si la alternativa es realizable, si se puede pensar efectivamente en el sistema educativo uruguayo, por ejemplo, en que los programas y los cursos atiendan a cada una de las personas, a cada uno de esos chicos y chicas.
EC - Cada estudiante tiene el derecho de aprender, o sea a comprender e internalizar plenamente, y la escuela debe asignarles el tiempo necesario para que esto se cumpla. Hay también una contraparte: cuando un estudiante domina un tema se le debe permitir progresar en su proceso educativo, sin forzarlo a esperar a otros. Estas …

ENSINO IBP (2)

LO - Soy un mártir fracasado, porque de hecho fui a sacrificarme a Israel y no me sacrifiqué nada, tuve una vida que desde el punto de vista profesional me permitió hacer cosas que en Uruguay no habría podido hacer; hay que reconocer que en Israel la supervivencia está basada en el nivel de la población, no es por casualidad que la alta tecnología es uno de los puntos más desarrollados. Lo que se invierte en educación es mucho más alto de lo que generalmente se hace en otros países.
EC - Qué es computación educativa, quizás lo pueda explicar a partir de la tarea que después terminó desempeñando. Fue director del Departamento de Computación Educativa del Centro de Tecnología Educativa de Tel Aviv entre 1976 y 1994. ¿Qué es el Centro?
LO - El Centro de Tecnología Educativa es una institución que fue un regalo de la Fundación Rotschild de Inglaterra al Estado de Israel; le regaló también al Parlamento. A Uruguay le vendría bien gente que le regalase cosas. En el momento en que la tecnologí…

ENSINO IBP (1)

Achei muito mesmo interessante esta reportagem que publico cortesia de http://espectador.com.uy

El ingeniero uruguayo Luis Osin, especialista en computación educativa, dijo que el sistema educativo que se aplica actualmente es obsoleto. Entrevistado por En Perspectiva, el educador explicó que “igual edad e igual habilidad no tienen nada que ver”, por tanto, “la estructura en la que el docente declama el mismo material para todos los alumnos es absurda”. A cambio el ex profesor de matemáticas propone un sistema de “educación individualizada”, donde se clasifique a los estudiantes por sus potencialidades y no por su edad. En tal sentido, afirmó que si Uruguay logró “que todos los alumnos tengan computadoras” podría empezar una “experiencia piloto”. Aunque aclaró: “en la forma en que se está utilizado [el Plan Ceibal] hasta este momento dudo mucho de que llegue a tener un impacto educacional del mismo nivel”.
EMILIANO COTELO:
¿Cuándo venceremos la inercia de la educación masificada a la qu…

Manual of Tropical Housing & Building (2)

E não é o caso de mascarar um projeto com defeitos –porque despreza o clima local- usando só ar condicionado. Usando o clima como ferramenta de trabalho já no começo do projeto, vamos a usar menos horas os equipamentos de ar condicionado, vamos poupar uma grana; vamos fazer nossa contribuição na luta contra a contaminação global.

Este é O livro de consulta para arquitetos e de ajuda para seus clientes-investidores. O autor diz que o alvo do livro é mostrar que é possível criar cidades que tenham espaços interiores e exteriores agradáveis e sejam adequados às condições sociais de seus habitantes.

Comentário: já no ano 1977 este Dr Koenigsberger fala de MEIO AMBIENTE quando ele diz “criar cidades”, os ingleses falam de “built environment” literalmente ambiente construido. O qua é bem diferente que o ensino nas faculdades de arquitetura, pois ainda eles seguem falando de prédios e casas; é o que eles chaman de arquitetura.

Boa leitura!

ARQUITECTURA SUSTENTABLE

Comecei um bloco de “Arquitectura Sustentable” no programa “Estrategia Uruguay” pela rádio Sarandi de Montevideo-Uruguay, segundas às sextas às 22.30 hs.

Na imagem acima à ezquerda, temos o businessman Alfonso Vivo co-diretor do programa; junto aos Presidentes Mujica e Lula da Silva. Já na imagem abaixo, no médio dela temos o também co-diretor Federico Turcio, Director Ejecutivo FCR Certification DAS UK Agent.
http://www.sarandi690.com.uy/programas_ver_ea.asp?idPrograma=28&ano=2010&mes=12&dia=2

Manual of Tropical Housing & Building (1)

Para os que gostam para valer da arquitetura bioclimática, neste caso a tropical, os apresento este “Manual of Tropical Housing & Building”. Ë do time formado pelo O. H. Koenigsberger, Ingersoll, Mayhew, Szokolay; tudos estes pioneiros da arquiteura tropical.

O livro nasceu após 10 anos de trabalho na Índia do Dr Koenigsberger, e foi o núcleo dum curso de arquitetura tropical, também recolhéu a colaboração de 30 arquitetos. Após disso os outros três autores o foram enriquezendo com uma continua atualização, e até adicionado a experiência de ensino na Äfrica do S. V. Szokolay.

No ano 1977 quando ele foi escrito, as construções tropicais rurais não podiam satisfazer as necessidades habitacionais nas cidades, como por exemplo o risco de incêndio, a eliminação dos resíduos, o saneamento, o barulho. Hoje no 2010 o mundo todo está sofrendo um processo de migração do campo até as cidades, e aí já temos um problema. Mas também as soluções habitacionais do mundo desenvolvido não são boas p…

O ALEIJADINHO (16)

PARÓQUIA SÃO JOÃO BAUTISTA DE MORRO GRANDE

O desenho do frontispicio é de 1763, contem elementos revolucionários como as torres em diagonal com a parte superior cilíndrica, a cornija com o ôculus em semi-círculo que contem um relógio. A fachada -que produz uma impressão de solidez e serenidade tem potentes pilastras toscanas e um nicho em pedra sabão que contem uma estatua de São João Bautista estilo João V esculpida pelo Aleijadinho. Seríam estes os primeiros ornamentos esculpidos numa fachada devidos ao seu talento. As janelas e a porta são decoradas com esculturas "pesadas" em pedra, estilo João V. O frontão é alto com duas volutas que engatan com dois arquitraves curvos , estes estão apoiados nas pilastras em ângulo.

O problemas nestas obras todas é que a sua construção foi muito devagar, então sofreran modificações, se perdendo as vezes a coerência do projeto original, até porque as modificações eras feitas por outros arquitetos. Esta obra sería da mocidade do Alei…

O ALEIJADINHO (15)

1763 Igreja São João Bautista de Morro Grande: redesenho do frontispicio e nave.
1766 Igreja São Francisco de Assis de Ouro Preto: projeto PRÓPRIO; no ano 1774: redesenho frontispicio e porta, na imagem acima.

1769 Igreja do Carmo de Sabará: desenho de porta e blason.
1770 -1771 Igreja do Carmo de Sabará: redesenho da fachada.
1770 - 1771 Igreja do Carmo de Ouro Preto: modificação do projeto, nave, frontispicio e porta.
1774 Igreja São Francisco de Assis de São João del Rei: projeto PRÓPRIO, na imagem abaixo.
1800 Bom Jesus de Matozinhos de Congonhas do Campo: pojeto do adro, os Profetas e os 6 passos.
1800 Igreja do Carmo de São João del Rei: desenho da porta.
1810 Igreja Tiradentes: desenho do frontispicio, torres e porta.

As "outras" obras do Aleijadinho:

Em Ouro Prêto temos:

Igreja de São José: desenho do retábulo da capela-mor.
Igreja das Mercês e Perdões: desenho da primitiva capela-mor, crucifixo, imagens.
Matriz de Nossa Senhora do Pilar: 4 anjos de madeira, oratório.
Igr…

O ALEIJADINHO (14)

Uma família interveio decisivamente no desenvolvimento da arquitetura mineira: Antônio Francisco Pombal arquiteto, seu irmão Manuel Francisco Lisboa também arquiteto e o filho deste último: Antônio Francisco Lisboa, arquiteto, desenhista, escultor e entalhador, de apelido "o aleijadinho" pela sua doença . Nasce em 1738 e falhece em 1814, adquirendo-o seus conhecimentos de desenho, arquitetura e escultura trabalhando com seu pai, com o pintor João Gomes Batista, com o entalhador José Coelho de Noronha. A obra do Aleijadinho teve admiradores e até detratores, houve uma grande polêmica sobre se era ou não arquiteto; então vai-se construindo o Mito do Aleijadinho, o que resultou na aparição de muitas obras a ele atribuídas, as que aparecen nesta monografia são de autoría comprovada pela documentação da época.

Na imagem acima temos a Igreja Matriz de Nossa Senhora do Pilar de Ouro Prêto atribuído a Antônio Francisco Pombal. Na imagem seguir a Igreja Nossa Senhora do Carmo em O…

O ALEIJADINHO (13)

Podemos dizer que temos quatro características no barroco mineiro: a primeira é a massa, pois agora a construção não é mais uma caixa reta, as formas curvas fazem possível o uso dela tal como o artesão faz um vaso de argila na roda de oleiro, chegando a espessura dos muros a ter até 1,80 m.

Enquanto ao espaço, essa massa está agora contida num espacio difereciado não estático e sim dinâmico.
Temos um terceiro elemento: o tempo, pois para apreciar a construção devemos nos deslocar por ela, agora é uma obra total, o ênfase não está mais só na fachada. E finalmente temos o movimento com os seus dois parâmetros, tempo e espaço, é o elemento dinâmico típico do barroco.

Nós temos que ver que uma planta não é barroca só pelo uso das formas curvas, e sim também pela disposição da massa da construção (os muros) e dos espaços por ela definidos. Na época e no lugar onde o Aleijadinho construiou sua obra no Minas Gerais do século XVIII, manisfestou-se artisticamente pela vez primeira uma autêntic…

O ALEIJADINHO (12)

Nas imagens a seguir temos a igreja de São Francisco de Assis em Ouro Preto.

O ALEIJADINHO (11)

Não era extranho que os prédios desabaran, e então houvera que recomeçar a obra con maiores cuidados pois não havia uma tradição -como na Europa- de sabedoria construtiva. Por todos esse fatores os prédios tinham proporções clássicas, formas retas e não curvas, eran caixas embutidas uma na outra, as formas simples tinham mais estabilidade, com o tempo passan a ser mixtos, com partes em alvenaria e outras em barro como usado nas diferentes construções já vistas. O uso de outros materiais (pedra de cantaria e alvenaria) fez possível as plantas curvas con formas menos rígidas, proporções menos pesadas, mais leves e elegantes.

Póde-se dizer que perto da segunda metade do século XVIII esse protótipo de Igreja mineira estava consolidado, sempre é perceptivel nas construções, porém houve tentativas dum barroco total como na igreja do Rosário de Ouro Preto (nas duas imagens); chegándose ao climax na igreja de São Francisco de Assis também em Ouro Prêto.

O ALEIJADINHO (10)

Nestas imagens temos o pau-a-pique.
Era comum achar diferentes materiais nas construções, pois o processo era muito devagar no tempo, geralmente as obras começavan pela capela-mor para já ser usada e seguían pela nave, como consecuencia eram sometidas a diferentes alternativas: diversos arquitetos, modificações encomendadas pelas autoridades a estes na concorrência por ter a melhor igreja, flutuação dos recursos financeiros. No caso do Aleijadinho devido a essa lentitude, ele mesmo ia aperfeiçoando seu próprio projeto, não ficaba amarrado durante anos ao risco original.

O ALEIJADINHO (9)

Enquanto aos procedimentos de construção temos que as primeiras edificações foram em taipa de pilão, pau-a-pique, adobe secado ao sol; nestes casos revestidas exteriormente com argamassa de cal e areia pelos efeitos das chuvas, as quais eram o grande inimigo destas construções precárias. Além disso usába-se também o tijolo cozido e a alvenaria (nessa época era uma construção grosseira em pedra), e quando havia recursos financeiros abondantes a cantaria (pedra talhada).

Nas imagens temos a taipa de pilão.

ARCHITECTURE without ARCHITECTS (2)

A geração da arquitetura vernacular é o resultado duma criação coletiva, baseada num processo de ensaio e erro, o qual vai-se transmitindo de geração em geração, mas também vai-se adatando às necessidades do grupo e às condições do local. Neste processo vai vir um tempo no qual temos um modelo rígido, já nesse ponto a construção da habitação é a repetição deste protótipo.

Mas esta rigidez é as vezes a causadora da sua desaparição, ao não ser capaz o prototipo de virar para se adatar às mudanças rápidas das condições que lhe deram origem.

Há uma ironia no fato de que para poupar a deterioração física e mental, o habitante das cidades fuge nas férias da sua casa cheia de mordomias e equipamentos eletrônicos. Ele vai para os lugares primitivos como uma cabana solitária, uma aldeinha na montanha; tudo em procura de tranquilidade e outras vezes de fortes emoções, como nos esportes radicais.



ARCHITECTURE without ARCHITECTS (1)

Para os que gostam da arquitetura vernacular os apresento este livro “Architecture without architects” do Bernard Rudofsky. Esta é uma arquitetura com sabedoria pois não segue os padrões da moda como faz a arquitetura “oficial”, que uma vez fora moderna, ao outro ano pós-moderna, após logo minimalista e assim por diante.

Na arquitetura oficial o acento é colocado no indivíduo, com este focado em procurar seu prestígio de arquiteto e claro o din-din. Já esta arquitetura vernacular “é uma arte da comunidade produzida não por uns poucos inteletuais, senão pela atividade espontânea e contínua de todo o povo com uma herança comum…(Pietro Belluschi).



O ALEIJADINHO (8)

Em resumo temos uma evolução da Igreja clássica portuguesa a corredores até -com o percurso do tempo- o prototipo da Igreja Mineira , consolidado na segunda metade do século XVIII, no século XIX com o declinio da exploração do ouro se produz a decadência de Minas Gerais, há belíssimos prédios que são testemunha dum esplendor que desapareceu no tempo, hoje temos que fazer um esforzo mental para tratar de entender como foi possivel surgir esta arquitetura mineira.

Essa evolução é alavancada pela tensão entre as limitações técnico-construtivas e a insatisfação com a simples caixa reta das construções. As limitações foram superadas com o aprendiçado dos artífices nativos das técnicas dos seus colegas portugueses chegados ao Brasil; e também com o conhecimento dos novos materiais com suas posibilidades e limitações.

O ALEIJADINHO (7)

Na quarta etapa temos a volta ao estilo Néo-clássico, é a igreja basilical à romana com 3 naves, cruz e cúpula.

Na segunda metado do século XVIII nesse período rococó a igreja perde sua frontalidade: é tratada arquiteturalmente também nas laterais, a fachada é perfilada em curvas e contracurvas, as torres são exentas e recuadas e até em diagonal, com perfil poligonal, usa-se ornamento rocaille, são suprimidos os corredores para fazer as igrejas com planta mais alongada. Na imagem acima vemos a igreja Nossa Senhora do Rosário e na imagem abaixo a igreja São Francisco de Assis ambas duas em Ouro Preto.

O ALEIJADINHO (6)

Poderiamos dizer que na segunda metade do século XVIII estava já consolidado o prototipo da IgrejaMineira o qual tinha planta baixa formada por dois retângulos encaixados um dentro do outro.Era formada pelo altar-mor o qual podía ter cadeiras fazendo arquibancadas, e a sacristia, construido todo nos fundos do terreno, isso era o primeiro a ser construido, mas em direcção à frente deste agregába-se a nave sem corredores, conforme o porte desta havia num andar supérior e por cima da sacristía: o consistório.

O ALEIJADINHO (5)

Muito esquematicamente a arquitetura Mineira do século XVIII póde-se dividir en 4 períodos. Do ano 1700 até o 1730 é a fase do desenvolvimento do estilo com uma arquitetura despojada. Já entre os anos 1730 até o 1750 é o periodo chamado de barroco. Temos ainda uma terceira fase entre os anos 1750 até o 1760 chamada de rococó. Finalmente sobre o 1800 temos o periodo Néo-clássico.

Na passagem das etapas primeira até a segunda os arremates com telhado em ponta das torres -a maneira chinesa- são substituidos pela forma de sino, clássica da Minas Gerais; os ornamentos na verga das portas -com a pintura imitando a pedra- deixam de ser feitos de madeira para se fazer de pedra talhada, encontramos até nichos, etc Também surgem plantas ovais as quais num começo se fazem de materiais leves: madeira pintada, isto é circunscrita dentro dum rectângulo de alvenaría, a primeira foi a do Antônio Francisco Pombal na Matriz de Ouro Prêto, após logo se fazem diretamente de alvenaría como na Igreja do …