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Mostrando postagens de Janeiro, 2010

COUNCIL HOUSE 2 (XIV)

A mesma coisa acontece com a planta de cogeração de 60kW a que é rentável só se fornece à diversos prédios.

O original sistema de ventilação do CH2 segue as diretrizes da bioimitação –biomimicry- ista é uma corrente de desenho (desarroiada pela Janine Benyus) que se inspira na natureza não em termos de copia literal senão em termos de desempenho. Neste caso o Mick Pierce tomou inspiração nos ninhos dos cupins como nós podemos ver nas imagens. O CH2 tem o maior gasto em produtos sustentáveis de todos os tipos incluindo materiais reciclados como concreto, madeira, aço. E também outros produtos não tóxicos usados nos acabamentos por exemplo, e sistemas para poupar água e energia.

Este excelente prédio –com seus defeitos- marca uma trilha a seguir na arquitetura sustentável e serviou de inspiração para outros prédios 6 Estrelas. Na realidade o defeito que sim pode-se cobrar ao projeto são as turbines eólicas, já que a Planta de Cogeração e a Planta de Tratamento Multi-águas parecem ser pro…

COUNCIL HOUSE 2 (XIII)

No sobsolo há uma estação de tratamento de esgoto chamada de Planta de Tratamento Multi-águas que tira 100.000 litros da rede pública de esgoto que passa pela rua Little Collins e que junto com os despejos sanitários próprios do CH2 e a água de chuva coletada receben tratamento. Na realidade a planta trabalha bem só que os filtros cerâmicos que em teoria não deverian necessitar ser trocados não funzionaron corretamente e tiveran de ser sustituidos por outros convencionais. O tratamento tira deles os resíduos sólidos que voltam á rede pública e produz uma água de qualidade A. Esta fornece o 100% da água para fins não potáveis como resfriamento no ar condicionado, irrigação das plantas e para descarga nos vasos sanitários. Acontece que o esgoto da rede pública tem um 95% de água o que é uma carga para ela e além disso ista seria desperdiçada.

As críticas são devido à grande quantidade de energia que usa no seu funzionamento e aos altos custos iniciais da sua instalação; então esta plan…

COUNCIL HOUSE 2 (XII)

Falando em Eficiência Energética o CH2 consome 373.012 kWh de eletricidade e 65.963 kWh de gás por ano. Se comparado com o Council House 1 temos que o consumo elétrico baixou para 82%, o de gás para 87% e o da água caiou para 72%. Produz 514 toneladas do CO2 por ano é uma redução para 87%.

Este CH2 é um fato arquitetônico tanto como político pensando na liderança e difussão dos prédios sustentáveis na Austrália. Então a pouco de começar a funzionar o prédio começaram as críticas as quais as vezes vêm de arquitetos, empreteiras e incorporadoras que não tiveram participação no processo; e até por ciúmens profissionais.

Para começar as turbinas eólicas –as amarelas- deveriam girar com o vento e tirar o ar quente do prédio na noite e de dia gerar energia elétrica. O fato é que foram sobredesenhadas e ficaram pesadas demais para virar conforme o projeto original.

COUNCIL HOUSE 2 (XI)

Os administrativos responderam na enquete que eles acham muito bom o conforto térmico e a qualidade do ar interior; mas têm um pouco de insatisfação com os níveis de iluminação dos escritórios e da acústica deles. Os níveis da acústica até poderiam ser um caso de costume pois no antigo prédio CH1 havia escritórios fechados com divisórias e agora temos escritórios abertos com estações de trabalho. A julgar pelas imagens os níveis de iluminação talvez poderian-se melhorar.

O importante é como for medido –por uma auditoria externa independente- o desempenho do prédio, é chamado de "benchmarking". Isto é um diferencial dos prédios “green” pois estes são assim sustentáveis em todos os 40-50 anos da sua vida útil. O prédio é desenhado e construido sustentável, mas deve-se avaluar seu funzionamento conforme o projeto original pois é um “work in progress”. Por isso na sua construção e funzionamento são empregados empreteiras, fornecedores de produtos e serviços cujo desempenho têm…

COUNCIL HOUSE 2 (X)

O CH2 custou 51 millões de dólares australianos, AUD 29.9 millões é o custo básico do prédio o qual é o 59% do total. Mas foram gastos outros AUD 11.3 millões em tecnologias verdes as quais são o 22% do total. Com certeça não escapa a vocês que as tecnologias verdes representam quase 1/3 do custo básico do prédio. Já o 19% restante são gastos em comunicação, educação, etc.

Mas são esperadas poupanças de AUD 1.45 millões por ano as quais vão permitir pagar estas tecnologias sustentáveis numa década. Estas poupanças incluen AUD 330.000 com eletricidade, gás e água. E também AUD 1.12 millões com o aumento na produtividade nos escritórios do Melbourne Council. Este aumento na produtividade é descrito no “Indoor Environment Quality & Occupant Productivity” do março do 2008. Vocês podem ver no www.melbourne.vic.gov.au
As faltas ao trabalho dos administrativos cairam de 3,6 dias/ano até 1,5. Isso é equivalente à AUD 2.4 millões por ano. Então com esse dinheiro poderia-se pagar as tecnolog…

COUNCIL HOUSE 2 (IX)

Na cobertura há também painéis solares para a produção de água quente e uma planta de cogeração de 60 kW. Esta planta gera eletricidade e calor para ser usado, e alimenta o sistema de ar condicionado: um chiller de absorção.
A água tem um papel muito importante neste CH2 pois é usada nas torres com “chuveiro”, e também é usada no chiller que fornece água fria para os painéis de resfriamento do ar colocados no forro curvo dos escritórios. Estes forros também escondem os cabos de iluminção, de eletricidade e de transmissão de dados.

A água fria é produzida numa CPM (phase-change-material), são 3 grandes reservatórios que contêm bolinhas recheias duma solução alcalina, estas são capaces de armazenar e liberar grandes cantidades de energia produzindo assim frio o calor. O 80% do ano a água é refriada de noite fora das horas do pique com o qual se reduz a dependência dos chillers convencionais, mas também faz este sistema rentável do ponto de vista económico.

COUNCIL HOUSE 2 (VIII)

Rob Adams diz assim: “um projeto inteiramente sustentável como este virou numa batalha entre o arte e a ciencia, o que tem reflexo em coisas tão simples como o fato de abrir as janelas.” Mas o Arq. Mick Pierce falando das tecnologias radicais empregadas diz: “Muito do que nos fizemos no projeto foi engenharia com sabedoria e os arquitetos odeian isso. Os arquitetos de Melbourne pensan na arquitetura como um jogo estético, mas eu não vou por esse caminho.”

O CH2 é um catálogo das melhores tecnologias sustentáveis, não são novas na Austrália só que nunca havian-se usado juntas. Por exemplo na cobertura há painéis fotovoltaicos que produzem energia elétrica a partir do sol, esta energia faz possível o movimento dos brises da fachada oeste. Com isto temos a fachada protegida com sombra, mas também permitem maximizar o uso da luz natural. No verão temos poupança de energia com a iluminação artificial e também de ar condicionado pois ista produz calor que tem que ser tirado dos escritórios…

COUNCIL HOUSE 2 (VII)

A idéia original era fazer uma reforma do prédio do Council House 1, mais não foi possível. No 2003 a equipe de desenho fez um projeto enteiramente novo numa parcela onde estava o parking do CH1; em agosto do 2006 o prédio estava funzionando. Este projeto é uma parceria do escritório DesignInc e o Melbourne City Council, por isso há duas pessoas na liderança do processo, o arquiteto do projeto arquitetônico Mick Pierce e o Rob Adams diretor do Departamento de Desenho e Desemvolvimento Urbano.

Uma coisa a salientar é que para a construção dum prédio ecológico como este é importante um forte trabalho de relações públicas para alavancar o processo. Pois é necessário convencer ao proprietário -Melbourne City Council- das bondades do projeto e que os sobrecustos são um investimento amortizável para a cidade; até porque é o dinheiro dos contribuintes.

COUNCIL HOUSE 2 (VI)

Vamos ver alguns números: este eco-prédio de 12.536m² reduz suas emissões de gás carbônico até 87%, os consumos de electricidade para 82%, de gás para 87%, de água para 72%. Todo isto se comparado com outro edifício de tamanho semelhante, o Council House 1. Este é um prédio diversas vezes premiado e fonte de inspiração para outros edifícios sustentáveis. É considerado o prédio mais “green” da Austrália e recebeu a classificação de 6 Estrelas Verdes do Green Building Council Austrália, o máximo possível e equivalente ao LEED Platinum.

Tem 10 andares e é multiuso; no térreo há lojas, no sobsolo a garagem, e nós outros andares os escritórios da Prefeitura de Melbourne.

COUNCIL HOUSE 2 (V)

A fachada sul tem estes dutos exteriores que levan o 100% de ar fresco da cobertura até os andares. Além disso temos estas torres “chuveiros”, as quais deixam cair por dentro delas à água fria usada para refriar o ar condicionado das lojas do térreo.

COUNCIL HOUSE 2 (IV)

Já a fachada oeste que recebe o sol da tarde é envidraçada sim, mas está protegida por estes brises que automaticamente vão abrindo e fechando conforme a hora do dia, estes brises estão fabricados com madeira reciclada.

Na fachada leste -imagem debaixo- temos um núcleo de serviços.
Todas as janelas abrem automaticamente pela noite e permetem ao ar frio resfriar às superficies de concreto do prédio.

COUNCIL HOUSE 2 (III)

A fachada norte tem 10 dutos coroados com estes exaustores amarelos os quais vão tirando o ar abafado dos andares. Esta fachada é pouco envidraçada e aliás tem sacadas com plantas para amenizar a entrada do sol.

COUNCIL HOUSE 2 (II)

O prédio que apresento cá é o Melbourne Council House 2. Não é bonitinho com seus exaustores amarelos na cobertura? O que vocês acham destes brises de madeira que abrem e fecham conforme o percorso do sol? Ëste edifício é como um terno de alfaiate feito sob medida, neste caso desenhado conforme o clima local. Fica na cidade de Melbourne com 3,28 millões de habitantes, no sul da Austrália. É uma testemunha de que é possível fazer uma parceria entre eficiência e beleza, entre engenharia e arquitetura, tal como vemos num carro Ferrari, Lamborghini ou Masseratti. Isto é Arquitetura com maiúsculo, outra coisa bem diferente é a arquitetura corriqueira a qual segui os caprichos do proprietário (personagem muito importante porque é quem tem a grana para construir) ou do arquiteto...

Estou pensando no descaso desses prédios que têm as quatro fachadas iguais, às vezes todas envidraçadas! É claro não estão desenhados segundo o clima local pois a cada fachada vai receber quantidades distintas de…

FOSSA SÉPTICA VI

Vamos ver agora melhor alguns conceitos:

AERÓBIO- são os processos que ocorren em presença do ar, por exemplo a filtragem aeróbia da que já falamos.

ANAERÓBIO- são os processos sem presença do ar, como a digestão do esgoto (é o mesmo que dizer águas residuais) que acontece na fossa séptica ativada.

DIGESTÃO- é o processo de depuração que usa bactérias anaeróbias.

ATIVAÇÃO- só com a presença do ar no esgoto não da para fazer a depuração, é necessário também impulsionar a vida da água. Assim nasceu o processo de ativação, éste refere-se à depuração com flóculos ativados.

FLÓCULOS- estão formados por uma sustancia básica na que viven bactérias e protozoos.

LODO- as sustancias em suspensão no esgoto são bem mais pesadas que às águas residuais e por isso vão para o fundo da fossa. Este lodo é recolhido dalí com mangueira sob pressão pela empresa desemtupidora.

FOSSA SÉPTICA V

Hoje estou publicando imagens de outras marcas comerciais de fossas sépticas no Brasil.

FOSSA SÉPTICA IV

FOSSA SÉPTICA III

Este líquido sai pela parte superior da fossa séptica ativada e segui para baixo por esse tubo exterior a ela. A través dele vai penetrar pela parte inferior do filtro anaeróbio submerso. Cá temos um outro fluxo ascendente: o líquido sobe e transpassa o meio filtrante, assim filtrado sai agora pela parede lateral superior da unidade. Este meio filtrante é construído também em fibra de vidro e constituído sob forma de refil o que possibilita sua manutenção sempre que necessário. Nele se desenvolvem microrganismos e se retém as partículas que se pretende eliminar.



FOSSA SÉPTICA II

Este é um sistema composto por uma Fossa Séptica Ativada e um Filtro Anaeróbio, ambos dois construídos em poliéster reforçado com fibra de vidro; conforme o fabricante possuen durabilidade em torno de 30 anos. A fossa é um tanque cilíndrico-cônico cuja conicidade acentuada na parte inferior promove a concentração do lodo biológico. A entrada de esgotos se da pela parede lateral superior através dum tubo que se prolonga até o fundo da unidade.

O esgoto após entrar e ser distribuído pelo cone, flui pela zona de digestão ocorrendo a mistura do material orgânico com o lodo. Os sólidos orgânicos são biodegradáveis e digeridos, resultando na produção de biogás. Ëste biogás é o líquido seguem uma trajetória ascendente após ultrapassar a camada de lodo.

FOSSA SÉPTICA I

Conforme Valério Gomes Neto do Conselho Brasileiro de Construção Sustentável CBCS, uma edificação sustentável é aquela que quantifica os impactos que causa ao meio ambiente e à saúde humana, empregando todas as tecnologias possíveis para mitiga-los: “É um edifício que consome menos energia, água e outros recursos naturais, considera o ciclo de vida dos materiais utilizados e o da edificação desde seu projeto, passando pela construção, operação e manutenção, até o esgotamento da sua destinação original.

Falando em proteção ao meio ambiente, é muito importante o que fazer com o despejo dos esgotos residenciais quando não temos rede pública de coleta. O sistema que apresento cá é a fossa séptica ativada da Sanefibra www.sanefibra.com.br